Arrifana, a nossa casa na praia!

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Durante anos a fio a Arrifana foi a nossa praia. A nossa casa. O nosso verão. Podiam ser dois dias, três, uma semana…mas eram aquelas férias de verão.

“Nossa” significa do meu grupo de amigos e minha. Apelidámo-la como nossa  porque foram mais de 15 anos, sempre, para a mesma praia.  Começámos por ir sem filhos, depois com um filho, a Maria do Mar,…depois com todos os filhos. O Ritual sempre foi o mesmo: alugar uma casa à D. Mena onde coubéssemos todos ou seja uma casa para 16 adultos e uma cartrefada de crianças e pior, quando digo que são mais que as mães…quer dizer isso mesmo. Muitas mais que as mães!

Por regra, a única solução para um grupo deste tamanho era em Vale da Telha mas, o spot imperdível é mesmo ficar na rampa da praia. Lá em baixo, junto ao restaurante, nas casas dos pescadores ou na segunda rampa. Actualmente creio que são os filhos da Dona Mena que tomam conta das casas, ela também tinha casas na rampa para alugar mas são mais pequenas.

De manhã é dizer bom dia ao mundo a olhar para o mar e encomendar logo o peixe aos pescadores. Eles trazem já escamado para o jantar…

 

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São férias daquelas de pé no chão, sem carro, fato de banho e uma prancha e lá vão os miúdos. Rampa abaixo, rampa acima. A paragem no bar da praia é certeira. Café de manhã, crepes à tarde e um peixe à noite, quando não fomos a tempo de encomendar aos homens do mar. Volvidos anos…a verdade é que o bar está caro para nós, portugueses…mas aquela vista paga-se e paga-se bem…ainda este ano lá fomos, ver o mar, passar pelo restaurante da praia e pelo menos um café ao final do dia…

A fotografia vem mesmo a pedir aquela paragem!esta paragem e mais tantas outras!

 

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E pelas férias…os dias são compridos. Sem horas. Um baralho de cartas, muito creme, miúdos à solta. Toalhas amontoadas. Bebés. Chapéus de sol. Pranchas de surf e muita gargalhada. Atenção aos carros. Nunca deixar lá em baixo sob pena de quando regressarem sairem a pé. Mais vale fazer a descida e subida da rampa a fingir que a manhã foi de desporto do que arriscar. Aqui arriscar não traz petisco, traz mesmo uma grande chatice e um dia sem carro. Quem corre por gosto…descansa e é o que fazemos quando lá chegamos abaixo junto ao mar.

Novidades dos últimos tempos na rampa: há agora o negócio de quem nos leva lá abaixo por um euro…ou melhor…podem subir de boleia num tuk tuk por um euro…(eu não o fiz…mas os miúdos lá foram- vendidos!-).

Voltemos ao paraíso…e ao Por do Sol daqui. É como se fosse  Natal, recreio, o bilhete para aquele concerto… Aquele lugar de onde não queremos sair…até que há um dia que nos atrevemos a respirar as praias do lado:)

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Praia da Amoreira. Não percam a Taberna do Gabriel.

Está a cerca de 10 mn. Tem um rio que se juntar ao  mar. É de uma beleza extraordinária. O restaurante do lado do rio é imperdível. A vista é um desassossego. Não há como evitar lá jantar!

Para um dia maravilhoso sugerimos que se acomodem nas dunas, entre o rio e o mar. Levem um barco de borracha ou pranchas para os miúdos brincarem, um chapéu de sol (não há toldos) e um pic-nic se não quiserem perder tempo a dar a volta até ao bar!

Monte Clérigo:

A praia tem uma história…metade do grupo (elas) queriam vir para esta praia. Estacionamento à porta, restaurante na hora para aquele café da manhã, acessível e sem ondas…metade de nós não queríamos largar os trabalhos forçados da Arrifana…com tudo o que isso implicava. Ou seja, há uma adoração e algum ódio por esta praia, aquele amor ódio encantado de quem não quer ir mas vai, de quem não volta e está lá nos dia seguinte. Aquele amor ódio de quem quer e vai voltar:)

Praia da Carrapateira:

É mais longe mas vale a pena. Passem pelo centro para tomar café, visitem as lojinhas de surf e o comercio tradicional. Petisquem por ali… O mercado. Estamos a falar de um lugar que é uma praça. Pequeno mas cheio de vida. Dali à praia é um pulinho. De carro. E não ao pé cochinho. Já lá chegámos de auto-caravana. Dormimos por ali, ao pé do mar, e o parque  cheio de caravanas. No verão é arriscado e no inverno recomendado:) Lá está a praia ao longe. O bar que nos embala em mais um por-do-sol para coleccionar. É sempre tempo de regressar. 

Da praia à Pedralva são uns 10 mn. A aldeia tinha perdido quase todos os seus habitantes quando dois amigos agarraram neste pedaço de memória perdida no tempo. Lembro-me da aldeia antes do turismo chegar. Só tinha 3 ou 4 habitantes. Meia dúzia de estrangeiros e uma pizzaria com forno de lenha que já provocava uma romaria. Um aldeia despida de tudo. Não tinha nada. Tinha o peso de vidas passadas e os ventos de quem prometia estar a chegar. No meio de duas vidas respirava a pizzaria. Foi assim que tudo começou. Ainda hoje imperdível. Também aqui dormi muitas noites. Em casa de amigos, na autocaravana que teimava em regressar, parada junto à pizzaria. Se há lugares felizes é este. Não há quase rede. Os bombeiros levam a agua à aldeia, os estrangeiros e portugueses cruzam-se pelas ruas. As crianças brincam descalças e vive-se como nos tempos passados. 

Onde ficar: Casa do Fim do mundo (para 4 pessoas) 

Com tantas crianças, houve divórcios pelo meio e casamentos e continuámos a ir. Passámos tambem pela fase “Dakar” ou seja Arrifana em tavira, quer isto dizer Arrifana em sítios de férias com água quente e sem rampas para a praia, onde coubéssemos todos. Foi maravilhosamente espectacular mas não é a Arrifana…A Arrifana é um lugar sagrado . O nascimento da Terra do Sempre trouxe o fim das férias mais espectaculares de sempre. O verão passou a ser por Grandola, Melides, Carvalhal, São Torpes, Porto Como e Vila Nova…mas há raízes daquelas que estão entranhadas bem fundo. Aqueles lugares onde somos felizes com as nossas pessoas e mesmo quando as nossas pessoas já não estão por aqui, todos os dias,…são as nossas pessoas. E as nossas pessoas são família. Os nossos sobrinhos são Amor. A nossa praia é a Arrifana. Com sabor a gargalhada e onde até o frio é feliz. E se dizem que não devemos voltar aos lugares onde fomos felizes…nós voltámos sempre e se depender de mim estará para breve um regresso de primos à Arrifana.

Entre o alentejo e o Algarve há tanto por descobrir. Tanto com uma tenda às costas como indo subindo de caravana e dormindo aqui e ali. Peguem num mapa e façam-se à estrada. Com ou sem crianças. Levem as bicicletas, mesas de pic-nic, o grelhador e livros. Contem histórias pela noite dentro e demorem-se nestes lugares. Eles são casa para nós. São casa para mim. Será sempre tempo de regressar a casa.

Para a Jo, Avila, Jujas, Raq, Topo, Sara, Mic. Para os nossos miúdos e para os nossos noivos e maridos!:) Que seja um até já.

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Há vida depois da Disney de Orlando?

 

Água mole em pedra dura…

O telefonema começou como qualquer outro. O meu irmão vive fora há mais de 10 anos. Primeiro, Londres, Nova Iorque, depois Washington e agora Chicago. Ligou para contar a surpresa que estava a tramar. A minha mãe iria passar 5 semanas aos EUA e a compra estava feita: bilhetes para Orlando e as entradas para a Disney.
Ligou para perguntar se eu não queria mandar os miúdos. Respondi-lhe que não. Que a miúda era eu. Que eu queria ir. Tinha estado em Orlando com o meu pai aos 12 anos. Tinha 43. Não era altura de regressar porque tinhamos acabado de reabrir o turismo mas foi o que me saiu: “Eu é que quero ir!”
Riu-se e desligou.
Um bom par de horas depois voltou a ligar: “Por que não vêm todos?”. Ri-me. Não podemos ir. Não posso ir agora. E desligámos.
Desliguei com as memórias na cabeça e a aquela vontade de ir para o recreio. Disney é o melhor recreio de sempre. Orlando é o recreio para adultos. Aquele recreio de cérebro que não tem comparação. Haverá vida depois da disney de Orlando?:)

Passados poucos minutos estava a ver voos. A ver o que não devia. A sonhar com o que não podia e a vender o sonho ao diabo. O Pedro, meu companheiro de aventuras proibidas não gosta da Disney. Vendi o sonho a preço de saldos porque o voo para Miami estava a 380 euros. Disse-me que não podíamos ir agora. Que não fazia sentido. Que era tempo de nos acalmarmos. Sendo assim, guardei o preço na cabeça e esperei por novo tumulto. Mais um telefonema a atirar-me para a terra batida.

“Mana, já vi que a casa pode passar de três para quatro quartos”. E não contente continuou: “Ofereço a casa.” (silêncio) e os bilhetes para os quatro parques, aos miúdos.
(…) (Vou vender a alma ao diabo, pensava eu).

Ri-me. Nervosa. A pensar cá para mim…Vamos ter de ir. Não quero saber…Se existe síndroma de Peter Pan eu tenho. Eu sofro. Eu assumo. Eu inquieto-me por não viajar. Eu entro num desassossego interior incontrolável se me acenam com um destino que seja fácil chegar. O Pedro percebeu. e disse em voz alta. Por mim não vou mas já sei que vamos por isso vê lá os bilhetes. (Estava no papo). O meu anjo da guarda tinha acabado de chegar. Foi a voz da minha consciência na boca dele. O meu grilo falante queria levar-me à disney:) E eu, tão obediente, iria!

Em uma semana comprámos os voos. Lisboa- Londres (com escala de 3 horas) Orlando. 400 euros por pessoa. Assim não teríamos de fazer 4 horas de carro entre Miami e Orlando. Os miúdos estavam a recomeçar os testes mas ainda não tinham começado e um encontro surpresa de família, na Disney, iria ser mais inesquecível do que uma benção das fitas. E na verdade…eram só cinco dias. Zero faltas aos testes. E muito para mais tarde contar.

Não lhes iríamos dizer nada. A minha mãe não iria saber de nada. Nem que ela iria. Nem que nós iriamos. Quem não gosta de surpresas?EU ADORO!

 

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DAY 1- Lisboa Londres. Tap. Uma hora e meia de espera dentro do aviao. Uma avaria eléctrica fez-nos esperar que a luz de emergência das portas acendesse e por uma sorte, do arco da velha, não perderíamos a ligação a Orlando. A aventura estava prestes a começar.

Foi em Londres que estendemos os bilhetes aos miúdos! Orlando? encheram-se de brilho! Qual árvore de Natal! Para a Alice a palavra chave foi Disney e entrou em modo “Frozen”. Congelou e descongelou! Mal sabiam eles que a surpresa ia a metade…mas bico calado! Somos especialistas em fazer pessoas felizes, quanto mais filhos felizes:)

E COMEÇOU!

Foi alugar um carro na ALAMO  por 136 euros, 5 dias, e chegar ao Magic Village. A cerca de 25 mn do aeroporto.

https://magicvillagevacationhomes.com.

Uma villa com quatro quartos, cerca de 300 euros/noite.

Um condomínio em Orlando com piscina e ginásio, vivendas, um churrasco e relvado para a família. Vivendas de três e quatro quartos. Perto da maioria dos parques. Melhor não podia ser!

O meu irmão tinha alugado esta casa e a minha mae não sabia que íamos chegar. Nem sequer os miúdos sabiam que iam ver os avós e o tio, por isso, o momento da chegada, em que batemos à porta e a minha mãe abre é dose tripla de agradecimento à vida! Momento inesquecível!subimos à lua e voltámos a descer! Só por isto já valiam a pena as faltas da escola …mas foi tão melhor do que vos possa descrever. Vejam por vocês!

A cara da minha mãe que não via os netos há um mês, o meu padrasto parecia uma múmia, sem descer do seu copo de vinho no balcão, sem tirar os olhos, incrédulos da porta, os miúdos que entraram naquela santa casa como uma rajada de vento feliz e a cara do meu irmão.

Aquela cara de dever cumprido, de custou mas foi justificar por que tinham comprado tanta comida para um jantar a três, por que teria o meu irmão insistido tanto num churrasco às 22:00? (estava explicado)
E a nossa alma, cheia de graça. Foi abrir uma garrafa e sentar. Que bem que se está em Orlando!

“Welcome to fantasy land!”

Todos os dias de manhã e depois do pequeno almoço luxuoso que fazíamos (até bacon frito e ovos) demos um mergulho na piscina. E mais um pulinho ao lado ao jacuzzi exterior, no bem-bom dos 35 graus dentro de água e uns 25 fora dela.

Visitámos cada parque num dia: Vale a pena comprar os bilhetes com um mês de antecedência para ter acesso à marcação dos “Fast passes”. Três por dia. Desta forma passa-se à frente nas filas de pelo menos três actividades. Convém que sejam as mais requisitadas.
Cada bilhete ronda os 100 euros/pessoa. O bilhete do Universal Studios ronda 179 euros com acesso aos dois parques no mesmo dia e o comboio do Harry Potter mas podem pagar menos, sem o comboio.

ANINAL KINGDOM- o reino animal


Vale a pena fazer o safar se nunca tiverem ido ao Kruger Park em África do Sul ou a qualquer outro safari real. Os miúdos adoram! Vale a pena jantar no restaurante da selva- The Rainforest Café-. Marquem mesa porque é mesmo muito concorrido e popular! Até a loja vale a pena trazer para casa:) Animais por todo o lado e uma aventura a continuar…

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O que mais gostámos:

Das actuações na rua, a da minha mãe foi mesmo boa:)

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…do simulador do Avatar, o mais novo simulador da Disney é absolutamente imperdível!

Day 2-

Universal Studios com acesso aos dois parques e comboio do Harry Potter entre os parques. Não é necessário ir de comboio porque os parques estão colados mas é uma experiência. O comboio sai da plataforma do Harry Potter, tal como no filme e o caminho é feito a par e passo de um filme que passam no vidro da janela, tal como se fossemos parte da paisagem e do elenco. Vale a pena. Os bilhetes comprámos online “2 park 1 day” with train.

Não percam os simuladores do Harry Potter -Hogwarts-e a vila do Harry Potter. Vale a pena percorrer a pé e observar os pequenos detalhes.

Na Universal, há muito para crianças pequenas. Uma zona só para eles com muita animação! Depois, claro, há para adolescentes e adultos: a montanha russa do Hulk, o simulador da múmia é espectacular e uma montanha russa a pique para quem gosta de se perder no espaço ou a cabeça!

Day 3- Magic Kingdom- O reino da magia

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Que dizer sobre a magia ? esta magia?
Quem conhece a Eurodisney é a mesma coisa. Igual. Talvez haja uma ou outra actividade diferente mas a maioria são as mesmas. Se só têm filhos pequenos não vale a pena ir a Orlando por causa do Magic Kingdom. Deixem para mais tarde. Para quando eles se aventurarem com vocês e, nessa altura, vão a mais uns quantos parques que não existem em Paris!Se tiverem filhos de várias idades e fizer sentido…então vão:)

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Os pequenos almoços com as figuras da Disney são sempre uma tentação mas podem optar, simplesmente, por saber onde estão as figuras da Disney, a cada momento, e esperar por elas para as famosas fotos que os miúdos deliram! Senão é não perder a parada da tarde ou a da Noite.

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O fogo de artifício vale a pena e não se esqueçam de levar as roupas de princesas ou outros heróis e bandeletes da minnie, ou tudo o que tenham porque senão vão ver-se obrigados a comprar tudo outra vez!
Quem não tem bandelete da Minnie ou do Mickey não brinca:) !

O que mais gostámos: de tudo. Não houve desfile nocturno, a parada da noite que é maravilhosa…porque chovia a cântaros…mas a magia nunca se perde!

Day 4- Epcot Center. Para mim “The top of the cake!”

Amei! Já não ia a Orlando desde os meus 12 anos. Repito: tenho 43 anos. A bola do Epcot center que se visita numa naveta e que vai subindo em espiral, é onde é contada a história do mundo. Lembrava-me de ter entrado naquelas máquina do tempo quando era miúda e foi um prazer reviver isto com os nossos filhos!

O parque, em si, é como uma visita a muitos países do mundo, com cada especialidade gastronómica, loja, actuação de rua. Sente-se no ar a atmosfera…No centro existe um lago  enorme que podemos atravessar de barco. Que cruza os países…

Almoçámos no Japão. Num restaurante onde cada mesa tem um chef e fazem a comida voar.


Vale a pena experimentar. Contem com cerca de 50 euros por pessoa. Com tudo.

Se quiserem comer na rua passeiem por Itália ou Alemanha, as pastas, os cachorros…os gelados. Para café procurem Itália:) definitivamente não percam a actividade da Frozen para crianças mais pequenas e o voo de asa delta onde vão encontrar os cheiros e sabores numa viagem inesquecível.

Se tivesse mais dias?

 

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Teríamos pegado no carro e ido a Cape Canaveral, ver de perto de onde são lançados ao mundo os astronautas, teríamos ido aos estúdios de Holywoood, teríamos seguido para Miami. Teríamos percorrido as 25 ilhas naquela via rápida que se faz em quatro horas para chegar a Key West. Teríamos dormido na Isla Namorada nas Keys, nem que fosse uma noite e ido jantar ao Pauls. Teríamos ido mas não fomos porque os miúdos têm aulas e ainda não começámos a volta ao mundo…por isso esta viagem a Miami, New Orleans, Ilhas Keys e Bahamas…fica adiada, até porque tinhamos pensado casar por estas bandas mas os 40 amigos que nos perseguem, ao estilo “Dartacão”, acharam que era longe…por isso fica dito apenas …que seja um até já! A Miami voltamos já a seguir mas fomos muito felizes em Orlando e a Maria do mar teve 90% na nota do teste que teve no dia da chegada a Lisboa:)

 

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Neve em modo low cost!

 

Carro de sete lugares e sete pessoas lá para dentro
 
Pusemos tudo o que pudemos na cabeça para não ocupar tanto espaço. Entre chourição, queijos gourmet e salmão fumado para o pequeno almoço, os skis, as botas e a mala do tecto, tão cheia que foram precisas duas pessoas para a fechar, há que fazer passar o tempo! Parece incrível mas vamos sete numa carrinha para sete, com malas, skis no tejadilho, blusões e comida.
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Férias na neve.
La Molina e Masella.
Mais de 100 kms de domínio esquiável. Estância top! Cheia de árvores. A 200 kms de Barcelona. Pode ir-se de comboio. Ou carro. 12 horas de Lisboa. A cerca de 50 kms de Andorra, mas com pistas só para nós. Absolutamente maravilhoso! A Escola Catalã de Esqui foi espectacular. Mesmo em frente às pistas. Podem pedir a Aina como professor, ou o Pau, para os mais velhos. Adoraram! Mais do que radical.
Ficámos nos apartamentos do Hotel Solineu (Costa Rasa). Em cima da hora, era o que havia: Cerca de 1000 euros, seis noites para sete pessoas. Se tiverem ideia do nível (mau) de apartamentos em Serra Nevada estes são óptimos! Até lareira têm. Podem usar as instalações do hotel, o spa e a pizzaria. Tudo bom (Não jantem no restaurante buffet do hotel, por favor, não digam que não avisei).
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Escola Catalã de Esqui: Preços/aulas por criança.
Se forem em grupo, 138 euros por cinco dias/pessoa. Três horas por dia. Se forem aulas individuais, 38 euros por hora/por pessoa. A Alice fez sempre, até hoje, aulas individuais. A evolução é enorme. Podem alugar o material na loja do hotel. Equipamento: cinco dias botas e skis. Kids mais novos 45 euros e kids mais velhos cerca de 65 euros.
Foram cinco dias incríveis. Boa neve, estância maravilhosa, pistas só para nós! A comparar com Andorra, que é tão perto, isto parece os Alpes!
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Vamos voltar! Não dá para passar o fim de semana, para isso Serra Nevada está mesmo ao lado de Lisboa (seis horas) mas para quatro ou cinco dias já compensa.
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Por falar em Serra Nevada…havemos de fazer um post sobre estas viagens que fazemos, sempre que podemos, até lá, deixo-vos o contacto da Ana Dias, da Escola Universal de Ski. É portuguesa, mas está em Serra Neva há tantos anos que já canta o nosso português. Deu as primeiras aulas de ski ao Bernardo com três anos, à Maria do Mar com quatro e à Alice com quatro. Todos os anos regressamos e ela fica com a Alice de manhã, duas ou três horas por dia. Se há quem recomendamos é esta Ana, que ficou nossa amiga.
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Serra Nevada dá sempre para aquele pulinho na neve.
Se falarmos dos forfaits e hotéis é caro. Se falarmos de apartamentos é péssimo. Se falarmos de pistas tem boas pistas mas falta-lhes a natureza em bruto. Pistas com árvores, dimensão mas, para poucos dias, é perto e tem a Ana.
Não fiquem em casa!

O nosso lema é ir…

O nosso lema é ir… SEMPRE. Com muito ou pouco. Verbo IR.
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Somos 5 a viajar. Podíamos viajar sozinhos, quero dizer, sem crianças, mas a verdade é que o facto do meu pai me ter proporcionado tantas viagens fora da caixa e a minha mãe ter sempre cedido a enviarem-me para fora, sozinha, desde os 10 anos, para escolas para aprender inglês e francês, no verão. Acabei por ser uma viajante tão apaixonada que não há dia que não olhe para preços de viagens.

Não há como não querer mostrar às minhas filhas que o mundo é a maior escola da vida. Umas portas abertas para a liberdade, para o sonho, para a aventura. Entre os textos que vou escrevendo durante o ano, as reservas, os contactos e os mil e um projectos que invento, acabo sempre por ir, quase todos os dias, ver os preço das viagens.

Às vezes são comboios, dormidas em barcos ou qualquer outra saída possível, urgente, da rotina. Vejo, também, muitas vezes, o preço dos voos sem destino, simulando datas e vendo para onde, no mundo, se viaja mais barato, naquele dia.

VIAJAR COM TRÊS CRIANÇAS
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Tenho recebido algumas mensagens a perguntar como fazemos? Como viajamos com as três crianças? Como fazemos para que seja possível?
Como não é um inferno ? Como se torna viável financeiramente? A Alice viaja desde os 20 dias. Tinha ela 20 dias  e já andava em Marrocos. E nunca mais parámos. A Maria do Mar tinha três meses e já foi tarde! Aos cinco anos, a Alice, hoje, enfrenta 35 horas de escala com um livro na mão de pinturas e brinca horas sozinha mas o início não foi fácil.

Quando a Maria do Mar e o Bernardo se juntaram na mesma casa, tinham quatro anos. Eram ambos filhos únicos e mediam até o tapete do quarto! Com a mesma idade pareciam gémeos mas não eram irmãos e o que hoje são, de tão amigos, e agora sim parecem gémeos, irmãos, têm até o mesmo grupo de amigos, e enfiam-se no quarto um do outro, até às tantas, até chegar aqui …foi um caminho duro!

Muitas vezes questionei se iria aguentar a competição, as guerras em casa, nas viagens, mas… hoje conseguimos rir-nos do inferno que foi e estamos aptos a dizer: não desistam!

Gastamos o dinheiro que temos em viagens e em projectos. E na escola. Já vivemos um bocadinho de mudanças. Já nos atirámos sem rede. Já arriscámos e vamos continuar a arriscar e isto constrói miúdos sem medo.

AS MALAS DE CADA UM …CADA UM CARREGA…

 

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Quando viajamos cada um faz a sua mala. (Até a Alice faz). No fim só vejo se vai viajar sem cuecas ou sem fatos de banho e as malas que cada um leva, cada um carrega. Não há cá mordomias ou bebés.

Passo o ano a dizer: “não comes isso não vais à índia,  ou não vais a um lugar qualquer…“(às vezes não funciona porque a Alice lança um: também não quero ir à india!)” mas a verdade é que as viagens e a liberdade os faz crescer.

Faz saber o que querem e o que não querem. Faz com que tenham opinião. Não temos medo do tempo dos voos, das escalas e como somos 5, para se tornar viável viajar tanto, temos de viajar com escalas mas isto ensina muito e eles sabem por que viajam com escalas.

No ano passado fizemos uma viagem incrível para o Camboja onde passámos o Natal e o fim do ano, 14 dias, com eles, as malas e um mapa.

Desenhámos a viagem de forma a que fosse possível e passaram de hotéis para cabanas na Praia, onde não havia água quente, porque na ilha ainda não havia água quente! Foi uma aprendizagem mas no segundo dia já ninguém se queixava!

A palavra de ordem é Levá-los. Levar à Disney com um ano e meio. Todos diziam que não fazia sentido. Ela foi. A mais velha. E a mais nova. Mais tarde. Também com pouco mais de um ano.

Molda-lhes a forma de estar na vida. Dá-lhes magia e fantasia. Cores. Música. Dá-lhes outros mundos. Dá-lhes integração. Aceitam a diferença. Sabem lidar com ela.
Aos 10 anos a Maria do Mar viajou sozinha. Foi. Ultrapassou os receios. Foi para Londres. “Well done girl”. Aos 11 foi sozinha para o Canadá. Certa do que queria. Um mês sem falar com os pais. Com o CISV. Amou! Foi tão feliz! Fez amigos, do mundo inteiro, com quem ainda hoje fala!

Isto de viajar transforma-os, molda-os. Claro que é mais fácil não irem. Claro que para nós seria muito mais fácil não os levar. Claro que pouparíamos imenso dinheiro mas o dinheiro é mesmo para gastar!

O DINHEIRO É PARA GASTAR!

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E nós juntamos mesmo para gastar. Why not? Para lhes dar experiências. Para vivermos experiências. Para contar a nossa história e partilhar!
Gostamos de sair para longe e para perto. Viajar cá dentro.  O nosso país também é lindo! Autocaravanas, tendas, Barcos, turismos, casas… no fim do mundo, no nosso país.

Vão. E levem-nos. Na verdade estamos a mostrar-lhes que podem fazer tudo o que querem. Com pouco ou muito dinheiro podemos ir. Hoje em dia podem ser o que quiserem. Está tudo à distância de um clic. Podem trabalhar o tempo que querem consoante o dinheiro que querem juntar. Podem ser livres. Nós sentimo-nos muito mais livres hoje. Só espero que isto que queremos passar para eles lhes fique generosamente no adn.
E confiem no instinto. Vão. Atirem-se. Partam à aventura. É mesmo a melhor coisa do mundo! Quando passarem por Grândola ou no alentejo, visitem-nos e escrevam-nos. Venham conhecer-nos!

México e os “all inclusive”

Não gosto deste género de férias mas compensa e não dá trabalho! 

A começar pela pulseirinha. Depois pela necessidade constante dos operadores fazerem reuniões no hotel para informar que os países não são seguros e que mais vale prevenir e pagar 100 euros por pessoa para cada visita. Enfim…

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… alugámos um carro e traçámos um plano! Fomos à descoberta de Chichen Itza, os cenotes e as praias fora do condomínio fechado do hotel de 5 estrelas.

Se me perguntarem onde queria ter ficado? Tulum. Junto ao mar. Naqueles hotéis pequenos ou cabanas em frente à praia. Procurem “Be Tulum”, se não levarem miúdos, ou qualquer outro hotel à beira-mar. Depende de quanto quiserem gastar.

Tulum Pueblo –  Longe da praia. Com hotéis mais simples e mais baratos, porém com energia elétrica, provavelmente, mais rede de telefone e Internet, água doce etc.

Zona beira-mar – Com cerca de 15kms de extensão de praia. Areia branca e dezenas de hotéis rústicos e cheios de charme. A maioria dos hotéis utiliza geradores e muitos são confortáveis. Na rua atrás da praia (Carretera Tulum-Boca Paila, onde ficam as entradas/recepções dos hotéis), nasceu uma estrada/pueblo cheio de lojinhas e restaurantes. Não há dúvidas de que é aqui, à beira-mar, que eu recomendo.

 

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O que não perder

Cenotes 

Acho os cenotes uma das coisas mais incíveis do México!

Cenote Ik’Kil, pertinho de Chichen Itzá tem muita gente, perto de Tulum, não percam.  o Cenote Dos Ojos, muito diferente.

O Cenote Dos Ojos é um sistema de cavernas submersas. São cerca de 60kms de extensão, o que faz do Dos Ojos uma das dez mais longas cavernas submarinas do mundo. O nome foi dado devido ao formato do lugar que parecem dois olhos conectados por rios subterrâneos.

O cenote em Hubiku tem muito menos gente. Por ser menos conhecido acabámos por ter uma piscina linda debaixo de terra, quase só para nós.

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Bahia Principe Tulum

É um “all inclusive” junto ao mar. Com tudo o que tem de bom e de mau. Não esperem uma praia paradisíaca. Não é. Mas é água quente e azul, com ondulação e uma variedade de desportos. Tem kids Club para quem gosta de deixar os miúdos fazer amigos e experimentar ter uma hora ou duas de paz. Os nossos adoram. Há horários com imensos desportos ou seja eles podem escolher o que lhes interessa fazer e ir nesse horário, apenas. Será sempre um hotel de pulseirinha onde as agências de viagem tentam convencer-nos que é perigoso sair os portões.

 

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Comida no hotel

Boa. Buffets completos. Três espaços diferentes, sendo que um é junto à praia. Os miúdos adoram e dá-nos paz ter tudo pronto e ser só sentar e conversar.

Quanto aos restaurantes, fora do buffet tradicional, há vários e pareceram-nos óptimos, mas é preciso reservar. Marquem mesa para o Mexicano e o Asiático, no dia em que chegarem. Não percam, porque quando se lembrarem de marcar mesa já estão esgotados para a semana inteira. Nós conseguimos ir aos dois!

Mundo animal

Se quiserem tentar cruzar-se com dragões de Komodo não precisam de marcar hora porque eles estão por todo o lado no hotel e, a verdade, é que não se metem com ninguém. Tentem não meter-se com eles.

 

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Parques visitáveis com crianças

 

Xcaret: Experiências mágicas com rios subterrâneos. Fauna da selva Maia e espetáculos inesquecíveis.

Xel-Há: É um parque ecológico onde a água de um rio se une ao Mar do Caribe. É conhecido como o maior aquário natural do mundo. O parque foi premiado com o título de Maravilha Natural do México, em uma chamada nacional recente.

O que não perder

A Zona Arqueológica de Chichén Itzá (chichenitza.inah.gob.mx/).

Abre todos os dias das 08h00 às 17h00. O custo por pessoa é de 220 pesos, menos de 20 euros por pessoa. Não comprem os pacotes das agências de viagens. Chegam a cobrar 70 euros por pessoa. Não vale a pena. Mais vale alugar um carro e ir. A 200 kms de Cancun,  há visitas guiadas em português cobradas separadamente e que duram duas horas. Os bilhetes podem ser comprados à porta. Fomos no carro que alugámos no hotel. No Verão, levem creme e protector solar.

Em 1988, Chichén Itza foi incluída na lista dos Patrimónios da Humanidade da UNESCO.

 

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No regresso parámos em  Valladolid, uma cidade de arquitetura colonial. Parámos para lanchar. Não é paragem obrigatória, mas soube bem estar numa cidade onde se sente o peso do passado.

E de resto? De resto, não fizemos nada. Como umas boas férias que prometem descanso. Tivemos tempo para os miúdos. Brindámos a dois. Demos-lhes espaço. Tivemos espaço, fizemos um chim chim à vida e prometemos voltar ao México para umas cabanas na areia, em frente ao mar.

O que visitar

A poucos minutos da Riviera Maya, Cozumel é considerado um dos melhores lugares de mergulho do mundo. Água transparente e quente. Com muita pena nossa, estava a chover e muita ondulação no dia que tinhamos previsto fazer este passeio.

PUERTO VALLARTA – a não perder

Playa de Amor

A 35 kms de Puerto Vallarta estão as Ilhas Marietas, que abrigam a maravilhosa Praia de Amor ou Hidden Beach. O arquipélago tem uma praia que fica dentro de um buraco, formado pela erosão de atividades vulcânicas, há muitos anos. É visitar e aproveitar para mergulhar nestas águas.

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QUANDO IR

Uma média de 240 dias de Sol por ano. A média anual de temperatura ronda os 24° C.

A temporada de furacões começa em Agosto e segue até Outubro.

A melhor época para viajar é entre Dezembro e Abril. Já em maio, o clima é mais fresco. Nós fomos em Junho e, se choveu, quase não demos por nada.

 

Escócia à boleia de uma auto-caravana

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Lisboa-Edimburgo voo de inauguração da Ryan Air. Até gaitas de foles tinhamos no embarque. Depois foi aterrar e chegar a uma cidade que nos virou ao contrário.

Dormimos no The Glass Hotel. Vale a pena. O hotel é moderno, tem os colchões mais confortáveis onde já dormimos na vida. Tem Honesty bar, o que nos pareceu uma loucura agradável, porque os bares funcionam  sem empregados, e os clientes servem-se. Estamos a falar de um hotel com vários pisos onde abrimos um armário, tiramos as bebidas e deixamos o dinheiro. Sem o controlo de ninguém. Se já tinhamos visto isto em vários turismos, num hotel pareceu-nos fascinante.

O que fazer:

Procurar o castelo, a atracção mais famosa de Edimburgo, mas também de toda Escócia. O  castelo  merece uma visita mais demorada do que nós fizemos.

Tinhamos de ter tempo para andar na rua e aí, andar no  Royal Mile, a rua mais famosa da cidade que começa com o Castelo, é o lugar mais recomendado para conhecer. A Royal Mile é  movimentada. Há bastante comércio e muitos turistas. Não deixem de comprar um Kilt e um cd com as músicas tocadas com gaitas de foles. (CHECK! Um marido de kilt é qualquer coisa!)

Se descerem esta rua vão dar ao  Beco de Mary King.  Um beco antigo em Edimburgo que se encontra debaixo dos edifícios na zona do Centro Histórico.  O local foi usado como área  de quarentena quando a peste negra aterrorizou a cidade no século 17. Nasceram, então, muitos mitos e lendas urbanas, contos de fantasmas e assassinatos, histórias de vítimas de praga, que teriam sido deixadas aqui para morrer no local.

Nós visitámos este beco. Quem faz a visita guiada fala nesta tal Mary, em criança, e por causa das histórias que contam os turistas deixam brinquedos, o que torna tudo ainda mais assustador. A visita é feita por ruas e ruelas escuras, na cidade antiga, debaixo da cidade actual. (Assustador. Mesmo).

Actualmente, o Beco de Mary Cross é uma atracção turística. Estas catacumbas foram reabertas há alguns anos. Não deixe de visitar!

Estivemos em casa, como se soubéssemos que ali pertencíamos. A noite fez-se por ali. Bares que respiram musica local. Gaitas de foles e gente bem disposta e feliz. Muitos escoceses passeiam-se pelas ruas de kilt. Na verdade parece que estamos noutra dimensão. Parece que entramos num pedaço de história.

Foram dois dias em Edimburgo e  fomos buscar a auto-caravana que tinhamos reservado online. Se não foi das melhores viagens que fizemos esteve lá perto.

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Compras feitas, mesa de pique-nique a bordo, bicicletas alugadas e caravana com dois quartos só para os dois! Estávamos no paraíso! Uma semana de mapa na mão. Zero experiência de condução e zero decisão de destino. Foi assim que começou a nossa aventura!

 

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O que não perder:

As Highlands, ou Terras Altas da Escócia, são uma das regiões mais encantadoras do Reino Unido. Montanhas, lagos, vales e castelos medievais, em dois dias já é possível sentir  o interior da Escócia e sonhar para ficar mais.

 

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A região montanhosa escocesa está dividida em seis áreas (Moray Speyside, North Highlands, Cairngorms National Park, Inverness e Loch Ness, Skye e Lochalsh, e Fort William). É um regresso ao passado, um banho de história, cenário de  filmes como Highlander, 007 – Operação Skyfall, Coração Valente, Harry Potter.

Urquhart situa-se no coração das Terras Altas e estende-se  ao longo de 37 km, com águas estreitas e escuras. O Loch Ness, um dos maiores lagos de água doce escocesa ao lado de Loch Lomond, tornou-se uma lenda com a criatura marinha “Nessie”.

Em 1933 a notícia da aparição de um monstro no lago Ness espalhou-se. Nós estivemos lá, entrámos num barco para percorrer o lago e a história pode ler-se em todo o lado. Vendem peluches com a Nessie e ainda hoje este fenómeno atrai multidões ao lago. Não encontrámos o animal mas agradecemos o facto de lá termos ido. As lendas, os mitos, as histórias fazem viajar no tempo e nos lugares. Havemos de regressar com os miúdos.

 

ILHA DE SKYE

Skye é uma ilha selvagem e escarpada com um comprimento de 80 km. Uma paisagem costeira espectacular, ideal para passeios de barco, enquanto os montes rochosos de Cuillin, são uma experiência imperdível   para quem gosta de andar a pé!

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 Praia em Malaig- chegada à ilha
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Na Ilha de Skye acampámos num parque com a auto-caravana. Mesmo em cima do lago…
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 Jantámos num restaurante maravilhoso que nunca mais esquecemos: -The Old School-e no dia seguinte fomos de bicicleta até ao Dunvegan Castle (Castelo de Dunvegan), um dos mais preservados da Escócia. É um castelo privado, de propriedade do Clã MacLeod, desde a Idade Média, e ainda hoje usado pela família.  Há uma ala aberta ao público para visitas e outra privada. Aconselhamos a não perder!
Um must go:

The Old School Restaurant e um restaurante muito premiado que não conseguimos marcação mas sabemos que vale a pena visitar: The three Chimneys. 

Se pudesse repetir iria no extraordinario  comboio do Harry Potter entre  Mallaig e Fort William. (iremos um dia, sem dúvida).

COMPRAS:

A principal rua comercial de Edimburgo é Princess Street. Rose Street é pedonal e com lojas mais pequenas. Dois grandes centros comerciais são Princess Mall, no extremo oriental de Princess Street, e St. James Centre, no início da Leith Street.

COMIDA:

O prato nacional da Escócia é o haggis, feito à base de pulmões, coração e fígados de borrego picados e misturados com aveia. Serve-se acompanhado de puré de batata, nabo, manteiga e pimenta preta.

Quando ir – Maio, Junho e Setembro são os meses mais secos e soalheiros, ainda que existam possibilidades de chuva.

Idioma – O idioma oficial da Escócia é o inglês. Skye é um dos pontos do país onde a língua gaélica está mais enraizada.

Moeda – A divisa britânica é a libra esterlina.

O que levar –  Impermeável, guarda-chuva e uma peça de agasalho.

Quem quer ir para a semana até Marrocos?

Já fizemos de tudo! Marrocos é aquele destino…que vamos. Sempre. Estamos prontos. É só fazer a mochila. E fazemos com a maior das alegrias. Já fomos para o club med com os miúdos (Smir- infelizmente já não existe mas aquelas cabanas na praia eram a nossa cara), já fomos com amigos, de jipe até ao deserto, já tinha ido como jornalista, até Erg Shebbi, para fazer a cobertura dos treinos do Dakar. Já tinha ido com o meu pai, doente por viagens como eu, várias vezes. Não consigo escolher a melhor.

 

Gosto dos cheiros, das ruelas, das cores, de especiarias, dos mercados. Gosto de comer na rua, de regatear, de ver os  tapetes estendidos, a cada esquina,  e gosto  de perguntar. Gosto de visitar escolas, entrar na cultura, comer em casa de quem aqui habita. Gosto de viver os destinos  sem horas. Gosto do deserto. É sempre tempo de regressar a Marrocos.

Escolhi a viagem com amigos para retratar porque foi a volta maior, passou pelo deserto, tivemos jipe e guia e pagámos cerca de 500 euros por pessoa por 6 noites, através do site do  Joao Leitão.

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Começámos a viagem de amigos com um post surreal! Lançámos a pergunta como se de um tapete se tratasse: “Quem quer ir, para a semana, até Marrocos?” Em uma semana éramos 6, marcámos voos (há sempre a bom preço, basta pesquisar no skyscanner/momondo) e contactei o João Leitao. Viaja pelo mundo, tem site de viagens, Marrocos é casa para ele, tem com a  irmã um turismo, Dar Rita – Riad, em Ouarzazate (as portas do deserto). Não é caro. Aqui fica o roteiro que fizemos!

Marrakech, Ouarzazate, Ait Benhaddou,  Dunas de Erg Chebbi e dormida no deserto, Essaouira, Gorges du Todra.

Aterrámos em Marrakech e dormimos no riad de um suiço, com uma piscina do tamanho pouco maior do que uma banheira. E não é que parecia uma piscina olímpica? O calor era tanto que não era possível sair do riad depois de almoço. No topo da casa havia um terraço e este mar dos deuses. Era onde nos abrigávamos do calor…

piscina marrocos

 

Marraquexe, a cidade Rosa. Localizada no sudoeste de Marrocos. Músicos, bailarinos, roulottes, comida, contadores de histórias, vendedores de tudo, cobras e lagartos e tudo o que nos deixa de boca aberta. E de volta à piscina, no topo do telhado. No verão não há como não ter!

As malas chegaram assim, de carrinho e nós a pé. Querem melhor? Chegámos à rua do hotel. Parecia que tinhamos entrado num conto das Mil e uma Noites. Aqui tudo é possível.

 

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O Islão é a religião com mais seguidores em Marrocos, mas coexiste perfeitamente com outras como é o caso da judia e a cristã. No Ramadão, a venda de álcool e  refeições, em alguns estabelecimentos, podem estar condicionados, mas para servir os turistas, trabalham, sem comer, durante todo o dia. Na última vez que estive em Marraquexe, estava a chegar o fim do dia e tinhamos apanhado uma charrete para percorrer a cidade. O condutor, ao chegar o final do jejum, parou a charrete e pediu autorização para comer. A primeira coisa que fez foi oferecer-nos. Nunca mais me esqueci deste gesto…

 

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Sempre comi na rua, nunca tive problemas. Levo os miúdos e aprender a olhar para estas bancas e apreciar uma cultura diferente, levo-os a sentar-se para almoçar ou jantar. A sentirem-se em casa. E o que comer? couscous e couscous e mais couscous. Adoro de galinha e borrego!Somos fãs e cozinhamos muitas vezes em casa!

 

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Pára tudo! É de ir ver:

Gorges du Todra ou Gargantas do Todra são os desfiladeiros mais conhecidos de Marrocos. Ficam no vale do Todra, do lado oriental do Atlas a cerca de 15 km da cidade de Tinerhir.

Impressionantes penhascos que chegam a atingir os 300m de altura, separados apenas por 20 a 50 metros. Há pessoas por todo o lado na água. Crianças, idosos.

Entre as paredes esmagadoras corre o rio e há uma estrada que o acompanha. Ao percorrer a estrada temos realmente a sensação que vamos ser engolidos. É tirar os sapatos e deixarmo-nos levar.

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Ouarzazate:
Não perca o fantástico Oásis de Fint, o Kasbah Tifoultoute, O Ksar UNESCO Património Mundial chamado Ait Benhaddou, o Oásis de Skoura e a aldeia de Tounout, Anzal e Tazenakht.
Pode ainda visitar os dois estúdios de cinema com  cenários de vários filmes de Hollywood tais como Lawrence das Arábias, Gladiador ou  o Reino dos Céus (The Kingdom of Heaven). Nós fomos e valeu a pena!
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Ait Benhaddou é um ksar (em português Álcacer) situado a 28km de Quarzazate. Está inserido na lista de Património Mundial da UNESCO, esculpida numa encosta no sopé do Atlas com o rio a seus pés, esta “aldeia de barro” é um lugar exótico que não deixa ninguém indiferente.

Outro campeonato:
A chegada ao deserto é reduzirmo-nos ao nosso tamanho. É perceber a dimensão do mundo. É respeitar. É ser feliz.
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Dormimos a primeira noite num hotel nas dunas absolutamente extraordinário, procurem “Auberge du Sud”. Estava um calor infernal, electricidade só a partir das 19 horas ou seja, até lá, sem ar condicionado.
Lembro-me bem de tomar duches para me refrescar e de me atirar directa para a cama para tentar dormir uma sesta mas secava em menos de um mn.
O hotel tem umas janelas para o deserto que nunca me irei esquecer. Hei de regressar com os miúdos.
À noite, a festa.  O coucous, o borrego, as frutas, os bailarinos, as danças, música berbere e deixávamo-nos cair num tapete até adormecer. De manhã, partimos de camelo para o deserto onde acampámos de noite. Uma experiência demolidora. Este hotel organiza as dormidas no acampamento Bouydrguie. É imperdível!
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Quem gosta de aventura deve passar por isto.  A areia desenhada. Parecem fotografias só que estamos dentro do quadro! E ainda assistimos ao “cameleiro” a pescar um peixe na areia. Só com uma mão! (Não nos esquecemos deste gesto, Hamid. O melhor “cameleiro” de sempre).
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Dormimos numas tendas improvisadas, o jantar foi servido antes de começar a festa, muitos optaram por dormir ao relento a ver as estrelas e a ouvir os batuques. Nós ficámos nestas tendas, alcatifadas e confortáveis. Qual conto de Sherazade:)
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Levantar e cedo erguer dá direito a subir à duna mais alta e correr para ver o nascer do sol mais extraordinário. África e deserto é a mistura perfeita para ser feliz!
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Bom dia!
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Dá tempo para parar, fotografar e pensar que  acordar cedo faz realmente a diferença.
Seguir viagem aqui quer dizer regressar ao jipe que alugámos com motorista. Podemos fazê-lo nós mas termos deixado o volante para quem conhece os caminhos foi espectacular. Éramos 6 com o guia 7. Limitávamo-nos a fotografar e a parar onde pedíamos, sempre que saía fora do programa.
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Ait Benhaddou é um ksar (em português Álcacer) situado a 28km de Quarzazate. Está inserido na lista de Património Mundial da UNESCO, esculpida numa encosta no sopé do Atlas com o rio a seus pés, esta “aldeia de barro” é um lugar exótico que não deixa ninguém indiferente.

 

Também a não perder:

Rabat, Chefchaouen, Nkob,  El Jadida, Toubkal. Um casamento berbere, visita a um kasbah, visitar os berberes,   a ida a uma madrassa. E tragam tapetes. Ficam para a vida:)

 Auberge du Sud

  • Morada: Ras el Erg, Merzouga, Province d’Errachidia, Marrocos
  • Telefone: +212.661.602.885
  • Email: aubergedusud @ gmail.com
  • Página de Internet: www.aubergedusud.com

A saber antes de ir e visitar:

  • Souks – Mercados labirínticos onde nos queremos perder;
  • Riads – Mansões com pátios construídas perto dos palácios onde os parentes da família real, conselheiros e mercadores ricos passavam o seu tempo. Há muitos riads actualmente que são turismos. Para mim o melhor sítio para ficar;
  • Hammam – Banhos públicos tradicionalmente de tijolos de lama. Experimentem;
  • Madrassas – Escolas ou centros de aprendizagem de leis, Filosofia, Astrologia e do Corão .Faz sentido ir visitar;
  • Kasbahs – Castelos de tijolos de lama construídos em lugares remotos como no topo rochoso de um penhasco ou num oásis. Não percam.

 

*ver site do João Leitão sobre este destino.