Arrifana, a nossa casa na praia!

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Durante anos a fio a Arrifana foi a nossa praia. A nossa casa. O nosso verão. Podiam ser dois dias, três, uma semana…mas eram aquelas férias de verão.

“Nossa” significa do meu grupo de amigos e minha. Apelidámo-la como nossa  porque foram mais de 15 anos, sempre, para a mesma praia.  Começámos por ir sem filhos, depois com um filho, a Maria do Mar,…depois com todos os filhos. O Ritual sempre foi o mesmo: alugar uma casa à D. Mena onde coubéssemos todos ou seja uma casa para 16 adultos e uma cartrefada de crianças e pior, quando digo que são mais que as mães…quer dizer isso mesmo. Muitas mais que as mães!

Por regra, a única solução para um grupo deste tamanho era em Vale da Telha mas, o spot imperdível é mesmo ficar na rampa da praia. Lá em baixo, junto ao restaurante, nas casas dos pescadores ou na segunda rampa. Actualmente creio que são os filhos da Dona Mena que tomam conta das casas, ela também tinha casas na rampa para alugar mas são mais pequenas.

De manhã é dizer bom dia ao mundo a olhar para o mar e encomendar logo o peixe aos pescadores. Eles trazem já escamado para o jantar…

 

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São férias daquelas de pé no chão, sem carro, fato de banho e uma prancha e lá vão os miúdos. Rampa abaixo, rampa acima. A paragem no bar da praia é certeira. Café de manhã, crepes à tarde e um peixe à noite, quando não fomos a tempo de encomendar aos homens do mar. Volvidos anos…a verdade é que o bar está caro para nós, portugueses…mas aquela vista paga-se e paga-se bem…ainda este ano lá fomos, ver o mar, passar pelo restaurante da praia e pelo menos um café ao final do dia…

A fotografia vem mesmo a pedir aquela paragem!esta paragem e mais tantas outras!

 

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E pelas férias…os dias são compridos. Sem horas. Um baralho de cartas, muito creme, miúdos à solta. Toalhas amontoadas. Bebés. Chapéus de sol. Pranchas de surf e muita gargalhada. Atenção aos carros. Nunca deixar lá em baixo sob pena de quando regressarem sairem a pé. Mais vale fazer a descida e subida da rampa a fingir que a manhã foi de desporto do que arriscar. Aqui arriscar não traz petisco, traz mesmo uma grande chatice e um dia sem carro. Quem corre por gosto…descansa e é o que fazemos quando lá chegamos abaixo junto ao mar.

Novidades dos últimos tempos na rampa: há agora o negócio de quem nos leva lá abaixo por um euro…ou melhor…podem subir de boleia num tuk tuk por um euro…(eu não o fiz…mas os miúdos lá foram- vendidos!-).

Voltemos ao paraíso…e ao Por do Sol daqui. É como se fosse  Natal, recreio, o bilhete para aquele concerto… Aquele lugar de onde não queremos sair…até que há um dia que nos atrevemos a respirar as praias do lado:)

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Praia da Amoreira. Não percam a Taberna do Gabriel.

Está a cerca de 10 mn. Tem um rio que se juntar ao  mar. É de uma beleza extraordinária. O restaurante do lado do rio é imperdível. A vista é um desassossego. Não há como evitar lá jantar!

Para um dia maravilhoso sugerimos que se acomodem nas dunas, entre o rio e o mar. Levem um barco de borracha ou pranchas para os miúdos brincarem, um chapéu de sol (não há toldos) e um pic-nic se não quiserem perder tempo a dar a volta até ao bar!

Monte Clérigo:

A praia tem uma história…metade do grupo (elas) queriam vir para esta praia. Estacionamento à porta, restaurante na hora para aquele café da manhã, acessível e sem ondas…metade de nós não queríamos largar os trabalhos forçados da Arrifana…com tudo o que isso implicava. Ou seja, há uma adoração e algum ódio por esta praia, aquele amor ódio encantado de quem não quer ir mas vai, de quem não volta e está lá nos dia seguinte. Aquele amor ódio de quem quer e vai voltar:)

Praia da Carrapateira:

É mais longe mas vale a pena. Passem pelo centro para tomar café, visitem as lojinhas de surf e o comercio tradicional. Petisquem por ali… O mercado. Estamos a falar de um lugar que é uma praça. Pequeno mas cheio de vida. Dali à praia é um pulinho. De carro. E não ao pé cochinho. Já lá chegámos de auto-caravana. Dormimos por ali, ao pé do mar, e o parque  cheio de caravanas. No verão é arriscado e no inverno recomendado:) Lá está a praia ao longe. O bar que nos embala em mais um por-do-sol para coleccionar. É sempre tempo de regressar. 

Da praia à Pedralva são uns 10 mn. A aldeia tinha perdido quase todos os seus habitantes quando dois amigos agarraram neste pedaço de memória perdida no tempo. Lembro-me da aldeia antes do turismo chegar. Só tinha 3 ou 4 habitantes. Meia dúzia de estrangeiros e uma pizzaria com forno de lenha que já provocava uma romaria. Um aldeia despida de tudo. Não tinha nada. Tinha o peso de vidas passadas e os ventos de quem prometia estar a chegar. No meio de duas vidas respirava a pizzaria. Foi assim que tudo começou. Ainda hoje imperdível. Também aqui dormi muitas noites. Em casa de amigos, na autocaravana que teimava em regressar, parada junto à pizzaria. Se há lugares felizes é este. Não há quase rede. Os bombeiros levam a agua à aldeia, os estrangeiros e portugueses cruzam-se pelas ruas. As crianças brincam descalças e vive-se como nos tempos passados. 

Onde ficar: Casa do Fim do mundo (para 4 pessoas) 

Com tantas crianças, houve divórcios pelo meio e casamentos e continuámos a ir. Passámos tambem pela fase “Dakar” ou seja Arrifana em tavira, quer isto dizer Arrifana em sítios de férias com água quente e sem rampas para a praia, onde coubéssemos todos. Foi maravilhosamente espectacular mas não é a Arrifana…A Arrifana é um lugar sagrado . O nascimento da Terra do Sempre trouxe o fim das férias mais espectaculares de sempre. O verão passou a ser por Grandola, Melides, Carvalhal, São Torpes, Porto Como e Vila Nova…mas há raízes daquelas que estão entranhadas bem fundo. Aqueles lugares onde somos felizes com as nossas pessoas e mesmo quando as nossas pessoas já não estão por aqui, todos os dias,…são as nossas pessoas. E as nossas pessoas são família. Os nossos sobrinhos são Amor. A nossa praia é a Arrifana. Com sabor a gargalhada e onde até o frio é feliz. E se dizem que não devemos voltar aos lugares onde fomos felizes…nós voltámos sempre e se depender de mim estará para breve um regresso de primos à Arrifana.

Entre o alentejo e o Algarve há tanto por descobrir. Tanto com uma tenda às costas como indo subindo de caravana e dormindo aqui e ali. Peguem num mapa e façam-se à estrada. Com ou sem crianças. Levem as bicicletas, mesas de pic-nic, o grelhador e livros. Contem histórias pela noite dentro e demorem-se nestes lugares. Eles são casa para nós. São casa para mim. Será sempre tempo de regressar a casa.

Para a Jo, Avila, Jujas, Raq, Topo, Sara, Mic. Para os nossos miúdos e para os nossos noivos e maridos!:) Que seja um até já.

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Há vida depois da Disney de Orlando?

 

Água mole em pedra dura…

O telefonema começou como qualquer outro. O meu irmão vive fora há mais de 10 anos. Primeiro, Londres, Nova Iorque, depois Washington e agora Chicago. Ligou para contar a surpresa que estava a tramar. A minha mãe iria passar 5 semanas aos EUA e a compra estava feita: bilhetes para Orlando e as entradas para a Disney.
Ligou para perguntar se eu não queria mandar os miúdos. Respondi-lhe que não. Que a miúda era eu. Que eu queria ir. Tinha estado em Orlando com o meu pai aos 12 anos. Tinha 43. Não era altura de regressar porque tinhamos acabado de reabrir o turismo mas foi o que me saiu: “Eu é que quero ir!”
Riu-se e desligou.
Um bom par de horas depois voltou a ligar: “Por que não vêm todos?”. Ri-me. Não podemos ir. Não posso ir agora. E desligámos.
Desliguei com as memórias na cabeça e a aquela vontade de ir para o recreio. Disney é o melhor recreio de sempre. Orlando é o recreio para adultos. Aquele recreio de cérebro que não tem comparação. Haverá vida depois da disney de Orlando?:)

Passados poucos minutos estava a ver voos. A ver o que não devia. A sonhar com o que não podia e a vender o sonho ao diabo. O Pedro, meu companheiro de aventuras proibidas não gosta da Disney. Vendi o sonho a preço de saldos porque o voo para Miami estava a 380 euros. Disse-me que não podíamos ir agora. Que não fazia sentido. Que era tempo de nos acalmarmos. Sendo assim, guardei o preço na cabeça e esperei por novo tumulto. Mais um telefonema a atirar-me para a terra batida.

“Mana, já vi que a casa pode passar de três para quatro quartos”. E não contente continuou: “Ofereço a casa.” (silêncio) e os bilhetes para os quatro parques, aos miúdos.
(…) (Vou vender a alma ao diabo, pensava eu).

Ri-me. Nervosa. A pensar cá para mim…Vamos ter de ir. Não quero saber…Se existe síndroma de Peter Pan eu tenho. Eu sofro. Eu assumo. Eu inquieto-me por não viajar. Eu entro num desassossego interior incontrolável se me acenam com um destino que seja fácil chegar. O Pedro percebeu. e disse em voz alta. Por mim não vou mas já sei que vamos por isso vê lá os bilhetes. (Estava no papo). O meu anjo da guarda tinha acabado de chegar. Foi a voz da minha consciência na boca dele. O meu grilo falante queria levar-me à disney:) E eu, tão obediente, iria!

Em uma semana comprámos os voos. Lisboa- Londres (com escala de 3 horas) Orlando. 400 euros por pessoa. Assim não teríamos de fazer 4 horas de carro entre Miami e Orlando. Os miúdos estavam a recomeçar os testes mas ainda não tinham começado e um encontro surpresa de família, na Disney, iria ser mais inesquecível do que uma benção das fitas. E na verdade…eram só cinco dias. Zero faltas aos testes. E muito para mais tarde contar.

Não lhes iríamos dizer nada. A minha mãe não iria saber de nada. Nem que ela iria. Nem que nós iriamos. Quem não gosta de surpresas?EU ADORO!

 

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DAY 1- Lisboa Londres. Tap. Uma hora e meia de espera dentro do aviao. Uma avaria eléctrica fez-nos esperar que a luz de emergência das portas acendesse e por uma sorte, do arco da velha, não perderíamos a ligação a Orlando. A aventura estava prestes a começar.

Foi em Londres que estendemos os bilhetes aos miúdos! Orlando? encheram-se de brilho! Qual árvore de Natal! Para a Alice a palavra chave foi Disney e entrou em modo “Frozen”. Congelou e descongelou! Mal sabiam eles que a surpresa ia a metade…mas bico calado! Somos especialistas em fazer pessoas felizes, quanto mais filhos felizes:)

E COMEÇOU!

Foi alugar um carro na ALAMO  por 136 euros, 5 dias, e chegar ao Magic Village. A cerca de 25 mn do aeroporto.

https://magicvillagevacationhomes.com.

Uma villa com quatro quartos, cerca de 300 euros/noite.

Um condomínio em Orlando com piscina e ginásio, vivendas, um churrasco e relvado para a família. Vivendas de três e quatro quartos. Perto da maioria dos parques. Melhor não podia ser!

O meu irmão tinha alugado esta casa e a minha mae não sabia que íamos chegar. Nem sequer os miúdos sabiam que iam ver os avós e o tio, por isso, o momento da chegada, em que batemos à porta e a minha mãe abre é dose tripla de agradecimento à vida! Momento inesquecível!subimos à lua e voltámos a descer! Só por isto já valiam a pena as faltas da escola …mas foi tão melhor do que vos possa descrever. Vejam por vocês!

A cara da minha mãe que não via os netos há um mês, o meu padrasto parecia uma múmia, sem descer do seu copo de vinho no balcão, sem tirar os olhos, incrédulos da porta, os miúdos que entraram naquela santa casa como uma rajada de vento feliz e a cara do meu irmão.

Aquela cara de dever cumprido, de custou mas foi justificar por que tinham comprado tanta comida para um jantar a três, por que teria o meu irmão insistido tanto num churrasco às 22:00? (estava explicado)
E a nossa alma, cheia de graça. Foi abrir uma garrafa e sentar. Que bem que se está em Orlando!

“Welcome to fantasy land!”

Todos os dias de manhã e depois do pequeno almoço luxuoso que fazíamos (até bacon frito e ovos) demos um mergulho na piscina. E mais um pulinho ao lado ao jacuzzi exterior, no bem-bom dos 35 graus dentro de água e uns 25 fora dela.

Visitámos cada parque num dia: Vale a pena comprar os bilhetes com um mês de antecedência para ter acesso à marcação dos “Fast passes”. Três por dia. Desta forma passa-se à frente nas filas de pelo menos três actividades. Convém que sejam as mais requisitadas.
Cada bilhete ronda os 100 euros/pessoa. O bilhete do Universal Studios ronda 179 euros com acesso aos dois parques no mesmo dia e o comboio do Harry Potter mas podem pagar menos, sem o comboio.

ANINAL KINGDOM- o reino animal


Vale a pena fazer o safar se nunca tiverem ido ao Kruger Park em África do Sul ou a qualquer outro safari real. Os miúdos adoram! Vale a pena jantar no restaurante da selva- The Rainforest Café-. Marquem mesa porque é mesmo muito concorrido e popular! Até a loja vale a pena trazer para casa:) Animais por todo o lado e uma aventura a continuar…

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O que mais gostámos:

Das actuações na rua, a da minha mãe foi mesmo boa:)

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…do simulador do Avatar, o mais novo simulador da Disney é absolutamente imperdível!

Day 2-

Universal Studios com acesso aos dois parques e comboio do Harry Potter entre os parques. Não é necessário ir de comboio porque os parques estão colados mas é uma experiência. O comboio sai da plataforma do Harry Potter, tal como no filme e o caminho é feito a par e passo de um filme que passam no vidro da janela, tal como se fossemos parte da paisagem e do elenco. Vale a pena. Os bilhetes comprámos online “2 park 1 day” with train.

Não percam os simuladores do Harry Potter -Hogwarts-e a vila do Harry Potter. Vale a pena percorrer a pé e observar os pequenos detalhes.

Na Universal, há muito para crianças pequenas. Uma zona só para eles com muita animação! Depois, claro, há para adolescentes e adultos: a montanha russa do Hulk, o simulador da múmia é espectacular e uma montanha russa a pique para quem gosta de se perder no espaço ou a cabeça!

Day 3- Magic Kingdom- O reino da magia

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Que dizer sobre a magia ? esta magia?
Quem conhece a Eurodisney é a mesma coisa. Igual. Talvez haja uma ou outra actividade diferente mas a maioria são as mesmas. Se só têm filhos pequenos não vale a pena ir a Orlando por causa do Magic Kingdom. Deixem para mais tarde. Para quando eles se aventurarem com vocês e, nessa altura, vão a mais uns quantos parques que não existem em Paris!Se tiverem filhos de várias idades e fizer sentido…então vão:)

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Os pequenos almoços com as figuras da Disney são sempre uma tentação mas podem optar, simplesmente, por saber onde estão as figuras da Disney, a cada momento, e esperar por elas para as famosas fotos que os miúdos deliram! Senão é não perder a parada da tarde ou a da Noite.

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O fogo de artifício vale a pena e não se esqueçam de levar as roupas de princesas ou outros heróis e bandeletes da minnie, ou tudo o que tenham porque senão vão ver-se obrigados a comprar tudo outra vez!
Quem não tem bandelete da Minnie ou do Mickey não brinca:) !

O que mais gostámos: de tudo. Não houve desfile nocturno, a parada da noite que é maravilhosa…porque chovia a cântaros…mas a magia nunca se perde!

Day 4- Epcot Center. Para mim “The top of the cake!”

Amei! Já não ia a Orlando desde os meus 12 anos. Repito: tenho 43 anos. A bola do Epcot center que se visita numa naveta e que vai subindo em espiral, é onde é contada a história do mundo. Lembrava-me de ter entrado naquelas máquina do tempo quando era miúda e foi um prazer reviver isto com os nossos filhos!

O parque, em si, é como uma visita a muitos países do mundo, com cada especialidade gastronómica, loja, actuação de rua. Sente-se no ar a atmosfera…No centro existe um lago  enorme que podemos atravessar de barco. Que cruza os países…

Almoçámos no Japão. Num restaurante onde cada mesa tem um chef e fazem a comida voar.


Vale a pena experimentar. Contem com cerca de 50 euros por pessoa. Com tudo.

Se quiserem comer na rua passeiem por Itália ou Alemanha, as pastas, os cachorros…os gelados. Para café procurem Itália:) definitivamente não percam a actividade da Frozen para crianças mais pequenas e o voo de asa delta onde vão encontrar os cheiros e sabores numa viagem inesquecível.

Se tivesse mais dias?

 

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Teríamos pegado no carro e ido a Cape Canaveral, ver de perto de onde são lançados ao mundo os astronautas, teríamos ido aos estúdios de Holywoood, teríamos seguido para Miami. Teríamos percorrido as 25 ilhas naquela via rápida que se faz em quatro horas para chegar a Key West. Teríamos dormido na Isla Namorada nas Keys, nem que fosse uma noite e ido jantar ao Pauls. Teríamos ido mas não fomos porque os miúdos têm aulas e ainda não começámos a volta ao mundo…por isso esta viagem a Miami, New Orleans, Ilhas Keys e Bahamas…fica adiada, até porque tinhamos pensado casar por estas bandas mas os 40 amigos que nos perseguem, ao estilo “Dartacão”, acharam que era longe…por isso fica dito apenas …que seja um até já! A Miami voltamos já a seguir mas fomos muito felizes em Orlando e a Maria do mar teve 90% na nota do teste que teve no dia da chegada a Lisboa:)

 

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Italy for lovers…comer e amar… orar só para quem quiser!

Acordei e dei o clic. ITÁLIA. Melhor valor do dia: voo para Bolonha, em last minute 100 euros/ adulto. Podem ser comprados bilhetes a 30/40 euros se tivermos tempo de saber que o ex marido vem aí:) e já está. Fomos!

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Bolonha Será o ponto de partida para uma versão ITÁLIA, com amor. O carro alugado online por 10 euros por dia. Com seguro. Não aconselho. O barato sai caro. Longe e chato. Escolham uma empresa que já tenham ouvido falar. Vá… 100/. 200 euros. 5 dias. Empacotem uma mala e Just go.

Night 1- Florença. Ha imensas opções para dormir. Hotéis. Apartamentos no centro. Marco tudo no Airbnb ou pelo booking. Por 50 euros/noite há já frescos nos tectos, terraços para amores escondidos, telhados cheios de segredos e flores à espreita. Longe dos preços de Lisboa, estas cidades até parecem em saldos de Janeiro.

Optámos por um hotel. Pequenino. Zona histórica. 60 euros. 4 estrelas. Breakfast included. Procurem ROOM MATE LUCA. Vai dar que falar. É do grupo room mate. Vai abrir um em Lisboa. Giríssimo. Fora da caixa. Uma natureza viva.
Gosto de terraços, de rooftops, de flores nos alpendres. Gosto de ouvir os passos na rua. De me perder nas ruelas e seguir o som do trompete. Gosto dos “petits coins”. Daquele restaurante típico, pequenino, com bancos de madeira azuis turquesa. Gosto de andar atrás daquilo que já sei que serão os lugares que me fazem sentir em casa.

Se puderem fazer uma pesquisa agora no skyscanner ou no momondo, experimentem.. escrevam a cidade de origem e no destino não ponham nada. Vejam para onde seria mais barato viajar, neste dia, e para onde vos levaria o clic. Why not? A vida é mesmo esta que temos. Sonhem…

Night 2- Siena.
Na verdade foi por causa de Siena que me lembrei de Itália. Já vim várias vezes a Itália mas sempre tive pena de não ter conhecido Siena. Aquele lugar histórico, medieval. Nunca mais me esqueci de querer voltar para dormir em Siena. Cá estou. Dentro da muralha. Não se atrevam a por o carro cá dentro. O labirinto tira-vos a paz… e a polícia não brinca. Nem perdoa os mais distraídos. Safámo-nos de boa com o número de telefone, abençoado, de quem nos resgatou. Em 5 Mn foi-nos buscar, levou o nosso carro, deixou-nos no hotel, no centro histórico e guardou o carro na garagem, fora das muralhas. ****(ver contacto no final).

Podem, em alternativa, estacionar na rua e ir de táxi mas o taxímetro começa a contar aos 10 euros… e na garagem está assegurado que o carro está entregue.
Escolhemos um bed em breakfast (il corso) junto à praça duomo. Parece que estamos em casa. Com chave da porta no bolso, a sala de pequenos almoços está sempre aberta, o bolo, leites, iogurtes… “feel free to take it”. (No kids allowed).

Para comer sugerimos a osteria da CICE para jantar ou “La Taverna del Capitano”. Marquem!
10 pontos para os carabinieri. Que nível! Sempre impecáveis! Não há como não achar lindo!
10 pontos para a língua. Que coisa mais poética ouvir italiano em todo o lado.
Já vim a Itália vezes sem conta e não há povo como este mais parecido connosco. O peso da família. O falar alto. As gargalhadas. O café. O vinho. O digestivo- grappa- (bem mais fraco que a nossa aguardente) e o interesse pela gastronomia!
O que não perder? O palio de Siena. Acontece duas vezes por ano: 2 Julho e 16 de Agosto. Corridas de cavalos na Piazza del Campo. Reservem com antecedência e “Just feel at home”.
Se tiverem de escolher o que fazer vão ao Duomo, a Catedral e comprem o bilhete de oito euros que inclui a visita ao Facciatone. Será, sem duvida, para quem não tem medo de subir escadas em caracol, fechados debaixo de terra, a chegada à melhor vista da cidade.

E depois, em meia hora de carro, chegámos a San Gimignano.

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Se pudesse sonhar numa vida a começar seria aqui. Acho que está tudo dito. A cidade envolta na muralha, as ruas cheiram a Idade Média. Respira-se o ar da Toscania, que não se vive sem um copo de vinho na mão. Aqui sonha-se acordado e dorme-se, de livro na mão, sem horas. O tempo não corre. Até Abril a cidade parece estar adormecida. Vou querer voltar. Com outra canção. Almoçámos na “Trattoria”. Recomendação do “Guide du Routard”, repetidamente, em todos os últimos anos. 10 pontos e seguimos caminho.

Let’s go to Lucca …sem ir a correr, passando por VOLTERRA. Imaginem o Marvao, na Tuscânia. Percam uma hora… e andem a pé. Ou percam a vida toda e fiquem. Sem tempo. Durmam numa quinta, num agro turismo. Pena tive de não me perder por uma fazenda. Façam provas de vinhos. Bebam Vernaccia, provem o queijo Pecorino. Dancem ao entardecer. Procurem a quinta do filme “Letters do Juliet” ou apaixonem-se por um tal de Lorenzo. Pode ser que dê sorte:) Demorem-se por estes vales e montanhas porque vai valer a pena. Cheira a silêncio com um Acordeao em cada esquina. Caminhos sem morada certa. Já levamos a Tuscânia no coração. Sonhamos voltar com os miúdos mas, para já, vamos aproveitar para nos perdermos nas horas.

Lucca. Noite cerrada. A cidade está cercada por uma gigante muralha. Desta vez escolhemos um apartamento. Meio kitsch. sempre no centro histórico. A ideia era jantar e passear de noite. Ver a catedral, o anfiteatro, a Basílica. Não parecia fácil na cidade das 101 igrejas mas afinal foi mais certeiro. De uma ponta da cidade à outra, a pé, são cerca de 20 Mn… Marquem jantar na “Trattoria da Ubaldo”. Sempre cheio. Fila pela rua. O espaço é giríssimo. Estava decidido que deixaríamos a cidade domingo de manhã para irmos almoçar a Cinque Terra. A 40 Mn. E foi o que fizemos…

Domingo de manhã em Lucca são carinhos de bebés, mães e pais a correr, idosos de mãos dadas. São famílias a ser felizes. Adeus Lucca. Até um dia!

A caminho de La Spezia. Cinqueterra. Melhor opção. Parar o carro e ir de comboio ao longo do mar e visitar as cinco terras. A última estará a 20 Mn.

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Visitem Vernazza, lindo… património da Unesco. Falta-lhes uma pintura para retocar as cores e assim chegaríamos ao paraíso. Se forem a Monterosso é a última das cinco terras. A estância balnear, à saída do comboio, fervilha de turistas no verão. Se tiverem de escolher uma das cinco escolham Vernazza. Para nós a mais bonita de todas!

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Done. Let’s go to Verona. “Il sogno di Giulietta“. É aqui que devem dormir, se quiserem passar pela experiência de ter o pátio da casa da Julieta só para vocês. Foi aqui que ela nasceu e viveu (se quisermos acreditar) e se chegarem depois das 19:30 melhor ainda! É que vão buscar-vos ao portão e apercebem-se que estão no melhor spot da cidade.

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Esta magia nao tem preço.  A partir das 19 horas o pátio, entrada comum com o hotel, está fechado ao público. Ou seja, entram e são os únicos a ocupar. Pelo menos nós fomos os únicos e tivemos o pátio só para nós!

Estando hospedados aqui também não pagam bilhete para visitar a casa e o túmulo da Julieta. Basta pedir na recepção.

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Os quartos são clássicos, muito ao estilo Romeu e Julieta (o da Terra do Sempre é bem melhor 😉 mas estes têm a localização!).

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Melhor restaurante  das férias: “La greppia” em Verona. Marcação obrigatória! Não percam esta experiência de sabores de 1975.

Dêem um pulo à arena e deixem-se passear pelas ruas.

E assim, ao final do dia, deixámos Verona para terminar a viagem em Veneza. Se puderem deixem o carro na estação em Mestre e cheguem a Veneza de comboio. A chegada ao canal é linda!

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Se gostam de história visitem o gueto judeu e as sinagogas. A praça de são Marcos é imperdível e depois percam-se pelas ruas e ruelas. Façam o que fizerem não marquem o Carlton. Fica em cima da estação e parou no tempo. Os quartos estão velhos e usados, o pequeno almoço não merece uma visita. Tentem marcar hotel num dos canais mais pequenos… aí sim, parece que chegaram ao paraíso.

 

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Viaja para sentir. Para aprender. Para partilhar. Viaja para sonhar. Viaja para te sentires livre. Para ter saudades. Nem sempre a saudade é triste.

Ps: I love u.

****car velet Leonardo. +393895775886 (25 euros).

 

Douro Vou. Com amigos ou em família! Já fomos duas vezes e vamos voltar!

 

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Douro Vou e nós viemos. Vamos contar tudo … 5 dias, 3 barcos, 8 crianças, canas de pesca, malas e uma viagem. Inesquecívelllllllll

Fazendo as contas forem 5 dias de férias num barco. 4 noites. Uma noite em cada porto.

Jantares: (media) 40 euros para 5 pessoas. 
Pequenos almoços /Almoços: pic nic todos os dias (barco, praias fluviais, rio).

Barco/dormida a bordo: 600 euros do cais da Ferradosa a Barca d Alva e regresso.

Gasóleo: cerca de 100 euros.

Passagem na eclusa para subir o rio até Barca d’Alva e regresso ao cais da Ferradosa: 40 euros.

 

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Vamos repetir. O Douro é lindo. Foi mesmo o que mais queríamos para final de verão, quando não tivemos férias com os miúdos e antes da escola. Paz. rio. Vinhas. Estrelas. Uma lua cheia. Pesca. Cenários mágicos. Amigos. Vinho tinto. Muita gargalhada! Para o ano há mais.

Há qualquer coisa neste lugar. Não tem o nosso céu a transbordar de estrelas nem o nosso som nocturno que mais parece que vivemos em África mas será sempre casa. Dormir aqui é um sonho. E aqui voltaremos sempre. Por alguma razão se chama Preguiça

Recomendamos com ou sem kids. É absolutamente espectacular! Não mudem de país sem experimentar esta viagem.

5 dias, 4 noites. 600 euros por barco.(aluguer do barco apenas) isto é, ou alguém tem carta de marinheiro ou mais vale passear de dia de barco com guia e dormir nas cabanas de madeira à beira rio e ao pé da piscina…mas a experiência de ir parando nas margens do Douro e dormindo…é fascinante.

 

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Day 1- chegada ao douro vou. Cais da Ferradosa. Mesmo a tempo de acartar com malas, alguns mergulhos na piscina e encher o barco. Melhor trazer tudo. Não há supermercados aqui. Só em São João da pesqueira. Nós comprámos a caminho… e trouxemos um pouco de tudo. Uma morcela, o vinho, ovos para o pequeno almoço, uma colecção de queijos e doces… aquelas coisas boas que nos podem fazer falta para qualquer urgência. Óbvio que … nem com 8 crianças nos lembrámos de medicamentos mas a comida, o vinho… e os miúdos…. vieram e coube tudo. Cada barco tem uma família. Atenção que alguém tem de ter a carta de marinheiro das antigas. Se não… é tirar a carta! Partimos pelas 18:30… direcção rio acima. restaurante a Preguiça. O primeiro sítio onde iríamos dormir, numa enseada à direita no rio, maravilhosa, por baixo da linha do comboio!chegámos às 20:30. Lindo mais lindo! O restaurante é no alto, vista Rio. A posta é maravilhosa!

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Jantar: 45 euros por família. (A nossa tem 3 crianças).

Day 2- partida em direcção a Foz do Sabor. Por 3 euros, eles estão entretidos na praia fluvial, nos insufláveis, no meio do rio. Uma hora. E nós, claro, que fomos obrigados a ir. Ganhei uma nodoa negra gigante para começar a viagem. Fizemos um pic nic. E já atrasados seguimos rio acima para passar a eclusa às 16:15. Vale a pena ir, ver, perceber como funciona. Em 20 Mn estamos do outro lado da barragem a caminho de barca d’alva. Chegámos pelas 20:00. O restaurante Cantinho da Cepa Torta … tem um bacalhau divino e um ambiente de boa gente, matraquilhos e simpatia. Cheira a casa. A querer voltar. E foi mesmo isso que fizemos. De manhã lá fomos beber café, seguimos pela estrada a pé em busca da linha de comboio desactivada. Pés bem assentes no chão, cabeça na lua… amigos, miúdos e tanta paz.

Jantar da véspera / Cepa Torta: 35 euros por família.

Fizemos mais um pic nic numa praia fluvial… e Partimos em direcção ao Pocinho. Banhos no rio, conversa boa no barco. Mesa sempre marcada para garantir lugar… e o restaurante que estaria fechado ao jantar abriu só para nós. Somos 14…à mesa da conversa boa. E o vinho do Porto também era top.

Restaurante o gaveto. 40 euros/família.

Depois de jantar são 20 Mn a pé até ao barco. Tudo em fila indiana. Na conversa, entre musicas e histórias do arco da velha…foram, depois, mais de duas horas no barco, lá fora, a ver as estrelas, a por a conversa em dia e agora é tempo de dormir. há gente muito feliz nesta viagem! 😉 o douro é mesmo tão lindo. Até amanhã!

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3 carros, malas até ao tecto, minis, gelo, coletes, snacks, cana de pesca, 14 pessoas, 3 barcos à espera e muita AVENTURAAAAAA PARA CONTAR!!!

 

E agora nós! Somos 5!Family of 5. Em viagem. Cabeça na Lua e pés no chão!

 

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THE FAMILY

Deixámos Cascais para trás e uma vida com três crianças, com três colégios, com muitas horas de trânsito por dia. Deixámos os amigos e a família na capital. Deixámos os nossos projectos. Arquitectura e jornalismo. Juntos construímos a Terra do Sempre. Um monte que comprámos  há 8 anos, na serra de Grândola, a 5 Mn da vila. Foi o início deste nova história. Sempre viajámos muito. Com o arranque do turismo tivemos de parar de viajar e de parar durante 3 anos…e depois foi só recomeçar…pés no chão e cabeça na Lua. Ir. Sempre. Com  mais dinheiro ou menos. Para o outro lado do mundo, para a praia do lado, de auto-caravana, de tenda às costas, com skis, com pranchas de surf, com tudo ou com nada. O importante é ir JUNTO. 

A avó viveu connosco  3 anos. Foi a avó que deu vida ao nome do logotipo. Ela é que o desenhou. Tantas vezes o escreveu que assim ficou. A avó, bisavó dos miúdos, lia um livro por dia e era daquelas avós que andava de calças de ganga e ténis e brinca no chão. Foi ela que me deu tantos sonhos e viagens e que me fez perceber que tudo o que queremos podemos lá chegar”!

Eu, Barbara, sou  filha e neta de Jornalistas, tornei-me naquilo que ninguém lá em casa queria: jornalista. 17 anos na profissão, 15 anos como repórter na SIC. Sempre de caneta e papel por perto. Pronta para perguntar, responder e conversar. Em casa ou em viagem…estas são algumas das histórias que temos para contar!

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Sobre a Terra do Sempre:

Eu escrevo, ele desenha. Só podia resultar num mundo de histórias mágicas que a infância não deixou esquecer. Sob o lema “Where life and Stories fall in Love”, a Terra do Sempre é muito mais do que um turismo. 


 

THE FAMILY

They left Cascais behind and a life with three kids, three schools and a lot of hours spent in traffic. They left their friends and family in the portuguese capital. Together they left their own personal projects. Architecture and Journalism. Together they built Terra do Sempre. A country house they bought five years ago, in Grandola mountains, just 5 minutes driving from town.

THE STORY

Grandma lived with us for  three years. She was the one that gave lifeto the name and logo. She draw it. So many times she wrote it we finally keep like that. Grandma, , she reads a book a day and shes one of those grandmas that used jeans and sport shoes and that played with the kids on the floor.

Bárbara shes daugther and grandaugther of Journalists, so she become precisely what nobody at the house want her to become: Journalist. After 17 years in the profession, 15 years as a reporter at SIC – television station. Always with a paper and a pen around. Always ready to ask, answer and chat. 

I am journalist, Pedro is an architect. We travel with a family of 5.  Alice is 5, Maria e 12 and Bernardo is 12 and they are not twins!:)

From Kruger Park in South Africa or Mozambique, to the islands in Cambodia,  the perfect sunset in Mexico or the best restaurant in Verona, our secret is called passion in travelling around the world with 3 kids!  With backpacks, big bags, or just a bathingsuit we always leave the house and everything behind to find the perfect holidays.  We moved from the city to the countryside and built a storytelling tourism “Terra do Sempre”. Each time we have some time out our life is all about travelling. Travelling with a family of 5. Where to go with the kids, where to stay, what to do, how much it will cost. Where to go as a couple:) Follow us  and let your dreams come true.

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