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Nós

 

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THE TRAVEL WRITER

Eu, Bárbara,  filha e neta de jornalistas, tornei-me naquilo que ninguém lá em casa queria: jornalista. 17 anos na profissão, 15 anos como repórter na SIC. Sempre de caneta e papel por perto. Pronta para perguntar, responder e conversar. Em casa ou em viagem, estas são algumas das histórias que temos para contar! 

A escrita, o site de viagens, cheguei até aqui sem me aperceber que estava a chegar a casa.

A nossa aventura, ano após ano, com os miúdos e sem os miúdos, foi acontecendo. Dei por mim a responder a emails, mensagens no Facebook e no Instagram, durante e depois das nossas últimas viagens, depois de cada história, de cada video, de cada partilha.

No fim de cada viagem, recebíamos muitos pedidos de contactos, o que fazer, perguntas e sugestões. Mais de 30 mil seguidores depois este foi o caminho certo para fazermos cada viagem juntos.

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terra do sempre

 

Espero levar os leitores a querer IR. Nasci com este ADN das viagens. Desde os 10 anos que os meus pais quiseram mandar-me para fora, sozinha, para colégios no Verão. O meu pai, jornalista e escritor, talvez seja o maior responsável por este meu desassossego. A minha mãe, sem dúvida, quem me manteve os pés no chão e a cabeça na Lua. A minha avó, que lia um livro por dia, quem me deu asas e, o meu avô, Aurélio Márcio, fundador do jornal a Bola, distinguido pela FIFA  por ser, em 2002, o jornalista, à escala mundial, com maior número de presenças em fases finais do Campeonato do Mundo de Futebol. Tudo junto, deu nisto.

VERBO IR

Espero que este meu verbo, que será sempre IR antes de voltar, vos contagie. As minhas filhas viajam de mochila às costas, desde cedo. A Alice, saiu do ninho desde os 20 dias de vida, quando a brindámos com a primeira viagem: a Marrocos. A Maria do Mar foi com três meses a Londres, aos seis meses à República dominicana, aos 10 anos, sozinha para o Canadá, com o CISV… e pelo meio tantas viagens!

Espero que nos sigam, que sejam felizes connosco, que partilhem os vossos vôos, que descubram novas rotas, que nos enviem fotografias e que possamos eleger as mais brilhantes fotos de viagens!

Desbravem caminhos e, acredito, que possamos levar-vos connosco, a cada partida.

A vida é mesmo para isto: para cruzar caminhos, descobrir pessoas e IR. Desta forma chegaremos sempre mais fortes, felizes e mais livres no regresso a casa.

Caminhos até aqui:

Vivi em Nova Iorque, trabalhei com a MTV Latino News e o programa Good Morning America da ABC, em 1995. De regresso a Lisboa, passei pela Agência Lusa, o Jornal Publico e a TVI, em diferentes estágios, até me aventurar no projecto que estava a nascer: O Canal de Notícias de Lisboa (CNL). De lá, passei para o arranque da SIC Notícias e depois para a SIC, a minha casa de coração, onde estive 15 anos. Saí para mudar de vida. Feliz com os amigos que deixei e a certeza de que a minha “camisola” estaria ali. Bem guardada. Para sempre.

 

 

THE FAMILY

 

 

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Deixámos Cascais para trás e uma vida com três crianças, com três colégios, com muitas horas de trânsito por dia. Deixámos os amigos e a família na capital. Deixámos os nossos projectos. Arquitectura e jornalismo. Juntos, construímos a Terra do Sempre. Um monte que comprámos há oito anos, na serra de Grândola, a 5 Mn da vila. Foi o início deste nova história. Sempre viajámos muito. Com o arranque do Turismo tivemos de parar de viajar durante três anos. Depois, foi só recomeçar. Pés no chão e cabeça na Lua. Ir. Sempre. Com  mais ou menos dinheiro. Para o outro lado do mundo, para a praia do lado, de auto-caravana, de tenda às costas, com skis, com pranchas de surf.. Com tudo ou com nada. O importante é ir JUNTOS. 

A avó viveu connosco três anos. Foi a avó que deu vida ao logotipo. Foi ela que o desenhou. Tantas vezes o escreveu, que assim ficou. A Alexandra Prieto eternizou-o com a sua arte digital.

A avó, bisavó dos miúdos, a mesma que lia um livro por dia,  era daquelas avós que andava de calças de ganga e ténis a brincar no chão. Foi ela que me deu tantos sonhos e viagens e que me fez perceber que podemos chegar a tudo o que queremos.

 

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Sobre a Terra do Sempre:

Eu escrevo, ele desenha. Só podia resultar num mundo de histórias mágicas que a infância não deixou esquecer. Sob o lema “Where life and Stories fall in Love”, a Terra do Sempre é muito mais do que um Turismo. 

 

Da Cidade para o Campo.

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 Por que quisemos mudar de vida?

Há quatro anos a vida engoliu-nos. Uma história como todos vivemos. Aqueles anos maus, que nos fazem repensar tudo. Morreu a mãe do Pedro. Morreu o padrasto. Perdemos um bebé. A vida, por momentos, parou quando o coração da pequena sereia deixou de bater. Aqueles segundos marcaram a nossa vida para sempre e Elas salvaram-me. Eu tinha 40 anos e o Pedro também. Podiam ter bastado estas razões para mudar de vida…mas havia mais.
Elas: a ALICE, irrequieta bailarina, com pouco mais de um ano. Que me sugou a atenção até ao limite. Que me fez rir e agarrar-me ao maravilhoso mundo que tenho. A Maria do Mar, a caminho dos 10 anos, na altura. A minha bomba relógio emocional. A minha artista,  cantora, que não passa um dia sem mostrar que habita um palco só dela. Elas salvaram-me. E falta o Bernardo, filho do Pedro. Um filho do coração..desde os quatro anos de idade (tem agora 12). Ufa! O tempo passou. Ele cresceu. Já não me dá água pela barba, mas é rapaz. Não me dá sequer tempo de fazer uma tosta sem que  entorne um copo de groselha no tapete ou que parta o  pássaro de louça da mesa da sala, porque se esqueceu que estava a sonhar… acordado. Na verdade, é igual a mim.
AQUELE TELEFONEMA
Mudámos para o campo há três anos. Foram meses de angústia, numa mistura de fins de semana românticos, escapadas em auto-caravana, a loucura de toda a burocracia envolvida. Um carrocel que nos encaminha sempre para a superfície, mesmo quando a água é turva, em temporadas de fortes dilúvios.
O momento chave em que aquele telefonema se fez foi em Novembro, de há dois anos :
– estou, amor? já decidi. Vamos mudar de vida!
-Hummm…ok. Ouvi do outro lado, com a tranquilidade que consegue ter, perante as minhas avarias. Pausa… e retoma: – mas hoje? Seguido de um sorriso.
Já nem foi preciso responder. Ele e eu sabíamos que ia acontecer. Agora estava assumido. Dito. Ouvido. Interpretado.
Foram alguns meses de vida entre os fantasmas do passado, as decisões sobre as escolas, o que dizer aos miúdos, sem parecermos uns monstros. Iriam sair da escola de sempre. Mudar do colégio com os amigos, desde os três anos, para a escola pública, no campo.  Dizer à  família, contar aos amigos, empacotar a casa de Cascais, sem a deixar demasiado despida. Construir uma casa nova e abrir as portas de um Turismo, sem experiência na área, apenas com a vontade de mudar de vida. E esse, é o primeiro segredo para que resulte: querer mudar.
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 ARRISCAR TUDO E RECOMEÇAR
Foi desta forma que o monte, até então, casa de fim de semana, com 90 metros quadrados, sem luz elétrica e água canalizada, comprado a 1 de Abril de há seis anos, se transformou no mais perfeito futuro lar da família, resultasse, ou não, esta ávida embriaguez de mudança.
Filha de uma mãe que mudou de casa mais de 15 vezes, e que nunca se importou de deixar as casas para trás, sabia o meu coração que tinha condições para ser nómada, não fossem as duas miúdas terem me tornado um pouco mais mole. Mas também por Elas eu queria arriscar. Durasse o que durasse, Elas teriam de ver que mudar custa, mas depois resulta. Mesmo que fosse um ano apenas. Havia de lhes ver as mudanças nas entranhas. E vi!
Entre canetas e desenhos, a coisa havia de funcionar. Foi assim que desenhámos e nos atirámos para um projecto todo por fazer. Existia na nossa cabeça mas estava por desenhar e concluir. Ele havia de fazer os rabiscos e tratar das autorizações. Eu tinha de desenhar a história. Como receber os hóspedes, como seriam os quartos, a decoração e a energia da casa. Sem os melhores amigos, isto fazia-se, mas mal, e sem metade da graça.
Dissemos aos miúdos o que precisavam de saber: temos três semanas para trabalhar muito num projecto. A casa vai virar uma pilha de papéis. Não mexem, não tocam, não respiram na sala. Os pais têm de trabalhar muito para pôr de pé um sonho. Vocês vão participar neste sonho e têm de ajudar. Foram os melhores soldados, numa auto-gestão poética, onde não deixámos de ver fim aos iogurtes líquidos, bebidos e atirados para o lixo. Três semanas, em que a Alice, com dois anos, cresceu de tal maneira que se tornou autónoma. Claro, sempre com a ajuda da minha avó e da minha mae fizeram que fizeram o papel de avó e mãe. Entre pôr as mãos à cabeça e ajudar, houve de tudo.
Sobravam ainda os trabalhos extra: contabilidade, decoração, orçamentos. Esses foram distribuídos aos amigos. Aqueles que sabem que teriam de abdicar da vida para nos ajudar. Os nomes dos quartos e o conceito da nossa casa nova foram debatidos em jantares com as melhores amigas – as minhas galinhas, com quem a vida se resolve sem recorrer a medicação. Foi assim que nasceram os quartos, à medida que o Alentejo, em versão tinto, se bebia(…)

A MUDANÇA PARA O MONTE, em Grândola, debaixo das estrelas…

Fomos os últimos a entregar aquela correspondência, naquela noite de Junho (há cerca de quatro anos), último dia para entregar o projecto de candidatura ao Proder. Eram 23h00. Lá estávamos nós. Com os nervos em franja, os miúdos no carro, nos CTT da Expo- Cabo Ruivo, com o envelope na mão. Último dia para entregar, ultima hora, ou não seriamos nós.
Tinha um enorme peso aquele CD empacotado. Mais do que frágil, era um pacote cheio de vida. Ali estava a nossa esperança na mudança. Estava sonhada. Estava escrita. Agora depositada e, finalmente, entregue. Senti um certo abandono ao sair dali. Tinham chegado ao fim três semanas loucas de trabalho intenso. Sem o nosso contabilista, Vitor Duarte, – este é o momento para brilhar, Vitor – teria sido impossível a viabilidade do projecto.
Agora era preciso saber esperar pela resposta.
Alguém havia de abrir aquele envelope e decidir se aqueles malucos podiam ir viver para o Alentejo, abrir um Turismo, coisa de que nada sabiam (mas haviam de saber), e aventurar-se, com os miúdos, a uma nova vida. Ela Jornalista há 16 anos na SIC, ele arquitecto. O projecto estava escrito e desenhado pelos dois.
Alguém havia de tomar a decisão de nos deixar ser felizes. Na verdade, confiávamos no destino, sem pensar muito no que estávamos a pedir. Queríamos criar um Turismo de histórias! Era um conceito diferente. Por que não?
 E esse dia acabou por chegar. Em forma de mail. Seis meses depois. Em Dezembro. Que melhor presente no sapatinho podíamos pedir?
Exmos senhores: “PROJECTO APROVADO”.
Claro que nunca é só, e apenas assim. Só nesta versão poética e apaixonada. Na realidade, a pré-aprovaçao vem cheia de clausulas que é preciso cumprir mas, quem sonha e levanta os pés do chão, lê sempre primeiro o fim do documento. Foi o que fizemos! A partir daí, foi um retomar o solo, lentamente,  e perceber que a aprovação implicava TUDO. ÍAMOS VIRAR A NOSSA VIDA AO CONTRARIO. Era preciso contar aos miúdos onde estávamos metidos. Era preciso fazer uma obra, tratar da decoração, empacotar, deixar amigos, família. Fazer crescer um sonho. Uma casa de HISTÓRIAS, onde tudo fosse possível. Uma casa mágica, que levasse as famílias a querer voltar. Era pôr mãos à obra (não vamos aqui falar da obra, que durou cerca de um ano, mas jamais iremos esquecer).  Vivemos separados meses, durante cerca de metade da semana. O Pedro dormia  no monte e eu, em Cascais, com os miúdos na escola.Não foi fácil. Deve ser isso… crescer.
Passemos diretamente para Junho. Um ano depois da obra. Dois, depois de termos enviado o envelope mágico.
JUNHO 2015: Fim da escola. Caixotes cheios. Casa semi-empacotada. Rumo: Sul. Direcção praias. Mais tempo.
Dia da mudança
Contratámos uma empresa em dois dias. Pusemos os miúdos na minha mãe. Apontámos armas a uma mão cheia de amigos, que concordou em mudar-se, num fim de semana, para uma casa sem luz, sem água canalizada. Vazia. A nossa casa de fim de semana, em Grandola, tinha agora crescido. De um T3, passou a Turismo de sete quartos, salas, alpendres, cozinha ampla com uma vista incrível .
E Quando digo casa vazia é mesmo VAZIA. Zero mobílias.
Foram eles, os amigos, que concordaram em começar a montar este sonho connosco. Em dois dias. Era o que tinhamos, e foi o que fizemos. O plano era chegar com a mobília e tentar pôr tudo no sítio.
Chegámos, com o piano, os lustres, as cadeiras, mesas da casa dos nossos avós, o que pudemos resgatar de pais, restaurar da família. Os tapetes, os quadros, os relógios de parede. Tudo fazia sentido e parecia encaixar como num puzzle. Chegámos capazes de mudar o mundo. Com um calor que nos engolia, mas nos fazia rir, só de pensar que, afinal,  faltava tudo. Atenção: para quem queira replicar todo este processo de mudança de vida, não é possível fazê-lo como nós fizemos, se precisarem de planear. Nós somos Reis no improviso e esta música, nós cantamos bem.
Ao nosso ritmo, tudo foi feito à batida do amor. Era para trabalhar,  para rir, para  gargalhar, para pegar em pesos pesados. Era para parar. Para largar. Para apanhar sol, conversar. Era para dividir uma única lâmpada, que acendíamos na assoalhada que estivéssemos a usar, ir buscar café, num termos, à taberna. Era viver como um todo, sem grandes regras, para que aquele fim de semana nunca mais fosse esquecido. Era preciso ser realmente feliz a mudar de vida e agradecer àquele grupo de amigos, que loucos como nós, sabiam que juntos estávamos a construir uma vida nova e uma casa…com um final feliz.
Foram 48 horas de amizade intensa. Que jamais iremos conseguir explicar, agradecer, contar, justificar. Daquelas amizades que…caramba! São das boas!
As camas chegaram no mesmo dia, os lençóis, toalhas, toalhas de piscina, sofás, televisão.  Vá, a televisão era só uma. A única que cá continua.
Enfim, chegou tudo. Louças, talheres, toalhas, panos. Naquele dia, veio tudo. E era preciso arrumar. Sete quartos do Turismo. As salas. a cozinha… A nossa casa. Era preciso ser completamente louco para ser feliz naquele manicómio. E nós fomos. Genuinamente felizes. Todos juntos.
SABER DIZER OBRIGADA
Obrigada Joana Vilarinho, Joao Pato, Filipa Reis, Claudia Janeiro. Mãe e João. Mano (por todos os trabalhos forçados e fora de horas) OBRIGADA Avó…que sempre aqui estiveste e que aqui estarás. Para sempre. Obrigada meu Amor, por seres completamente louco e  por acreditares em Nós. Obrigada Luisa, pela dedicação, todos os dias.
A VIDA NO CAMPO
A Maria do Mar estudou sempre na mesma escola desde os três anos. Tinha dez, no dia da mudança. Dizer que  foi tudo maravilhoso, desde o início, seria mentir DE FORMA TOTALMENTE DESONESTA. As amigas choravam. Ela chorava. As mães sofreram. Eu sofri. Fiz o meu papel: “Filha, vais conhecer pessoas que vais adorar no Alentejo, não vais perder os melhores amigos, vai doer mas vais crescer muito mais forte. Passaram cinco meses até se apaixonar, literalmente, pela NOVA VIDA. Pelos amigos, a escola, a liberdade…o ALENTEJO.
A Alice, ainda não tinha três anos. Era FELIZ, em qualquer lado. Com a mudança feita antes do verão, achou que no Alentejo não havia escola. Porque não ia à escola. Achou que não era preciso usar roupa, nem sapatos. Viveu três meses enfiada no seu fato de banho, todo o dia, até cair para o lado, de tanto correr descalça. A Alice passou a Tom Sawyer de purpurinas. Virou a miúda que corre em cima de cardos. Passou a caçar patos, voar atrás de coelhos, agarrar qualquer animal que exista no mesmo metro quadrado. A alice virou a miúda do monte. Sem medos. A miúda que pede para dar biberão à ovelhinha que acaba de nascer, mesmo que seja de noite. Esta Alice nasceu no monte.
Para o Bernardo, que ficou em Lisboa com a mãe, a mudança foi dura, mas meio encantada. A adaptação de ter o pai a viver no monte, mas um pai que não desiste. Que vai buscar e levar à escola a Lisboa. Que chega a uma casa, debaixo das estrelas. Que no dia seguinte, acorda cedo e vê no alpendre, antes das sete da manhã, uma raposa a beber no espelho de água, antes de seguir, no carro, os 100 kms de regresso à civilização.
O Pedro, não fosse o impacto e a dureza deste caminho, para matar saudades do filho, teria chegado ao paraíso. Foi, talvez, quem mais depressa se adaptou à vida no Alentejo. Ele, na verdade, já nasceu adaptado a isto. Por ele, não fosse o Bernardo, raramente ia a Lisboa.
Já eu, vamos lá por partes: o primeiro Verão foi um céu cheio de estrelas e um alpendre inundado de amigos. Foram noites a ouvir o Pedro tocar guitarra, em qualquer pedaço de chão vazio, lá se acomodava, de copo cheio, ao mesmo tempo que enchia o meu.
Foi uma casa  de histórias – que me desculpe a Paula Rego -, casa cheia de cor e de vida, de gente que procura saber por que mudámos, e como se faz. Foi um Verão para montar os quartos. Foi convidar a família para ficar. Foi festejar aniversários, abrir mais um quarto, e outro, e mais outro. Foi apenas em Outubro, faz agora quase três anos, que abrimos os sete quartos ao público e que, oficialmente, abrimos as portas.
…E NASCE A TERRA DO SEMPRE
Dia 15 de Outubro de 2015. Assim nascia o Romeu e Julieta, o Mil e Uma Noites, o Peter Pan, o Alice, Felizes para Sempre e as cabanas Tom Sawyer e Robin Hood. Sete Quartos num Turismo onde queríamos fazer diferente. Honesty bar, jantares, cinema ao ar livre, passeios para alimentar animais…
No dia 15 de Outubro, houve café e bolo e uma felicidade tonta, daquelas que festejamos, sem saber exactamente o que nos espera.
Somos uma casa cheia, que se junta todos os dias na mesa de madeira de três metros, que era do avô do Pedro, esteja, ou o não, o Turismo cheio. É na mesa da cozinha de madeira que contamos as nossas histórias. Os nossos segredos. Que temos as melhores vistas para quem cozinha. Que recebemos quem aparece. Que mostramos a nossa alma. Esperamos por vocês. No monte ou por escrito. Cá estaremos de braços abertos.

 

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