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O NOSSO LEMA É IR

O nosso lema é ir. SEMPRE. Com muito ou pouco. Verbo IR.
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Somos cinco a viajar. Podíamos viajar sozinhos, quero dizer, sem crianças, mas a verdade é que o facto do meu pai me ter proporcionado tantas viagens fora da caixa e a minha mãe ter sempre permitido que me enviassem para fora, sozinha, desde os 10 anos, para escolas internacionais, no verão, acabei por ser uma viajante tão apaixonada que não há dia que não olhe para preços de viagens. Não há como não querer mostrar, às minhas filhas, que o mundo é a maior escola da vida. Umas portas abertas para a liberdade, para o sonho, para a aventura.

Entre os textos que vou escrevendo durante o ano, as reservas, os contactos e os mil e um projectos que invento acabo sempre por ir, quase todos os dias, ver os preços das viagens. Às vezes são comboios, dormidas em Barcos ou qualquer outra saída possível, urgente, da rotina. Vejo, também, muitas vezes, o preço dos voos sem destino, simulando datas e vendo para onde, no mundo, se viaja mais barato, naquele dia.

 

VIAJAR COM TRÊS CRIANÇAS
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Tenho recebido algumas mensagens a perguntar como fazemos. Como viajamos com as três crianças? Como fazemos para que seja possível?
Como não é um inferno? Como é viável financeiramente? A Alice viaja desde que tem dez dias. Foi a Marrocos. E nunca mais parámos. A Maria do Mar tinha quatro meses. Já foi tarde! Aos cinco anos, hoje, a Alice enfrenta 35 horas de escala, só com um livro de pinturas na mão. Brinca horas, está na vida dela. O início não foi fácil. Quando a Maria do Mar e o Bernardo se juntaram, na mesma casa, tinham quatro anos. Eram ambos filhos únicos. Mediam até o tapete do quarto. Com a mesma idade, pareciam gémeos, mas não eram irmãos. Hoje, são tão amigos –  agora sim parecem gémeos, irmãos. Têm até o mesmo grupo de amigos, ao ponto de se enfiarem no quarto um do outro, até às tantas – mas até chegar aqui foi um caminho duro. Muitas vezes questionei se iria aguentar a competição, as guerras em casa, nas viagens … Hoje conseguimos rir do inferno que foi e estamos aptos para dizer: não desistam! Gastamos o dinheiro que temos em viagens e em projectos. E na escola. Já vivemos um bocadinho de mudanças. Já nos atirámos sem rede. Já arriscámos e vamos continuar a arriscar. E isto, constrói miúdos sem medo.

AS MALAS DE CADA UM …CADA UM CARREGA…

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Miúdos que dançam com a vida. Que riem até lhes doer a barriga. Miúdos destemidos, que sabem que podem fazer o que quiserem com a vida. Quando viajamos, cada um faz a sua mala. Até a Alice. No fim, só vejo se vai viajar sem cuecas ou sem fatos de banho. E as malas que cada um leva, cada um carrega. Não há cá mordomias ou bebés.

Passo o ano a dizer: “se não comes isso, não vais à Índia ou não vais a um lugar qualquer” Às vezes não funciona porque a Alice lança um: “também não quero ir à india!”, mas a verdade é que as viagens e a liberdade os faz crescer. Faz saber o que querem e o que não querem. Faz com que tenham opinião. Não temos medo do tempo dos voos, das escalas. Como somos cinco, para se tornar viável viajar tanto, temos de viajar com escalas, mas isto ensina-lhes muito.

No ano passado, fizemos uma viagem incrível para o Camboja, onde passámos o Natal e o Fim do Ano. 14 dias, com eles, as malas e um mapa. Desenhámos a viagem de forma a que fosse possível. Passámos de hotéis para cabanas na praia, onde não havia água quente, porque na ilha ainda não havia água quente! Foi uma aprendizagem enorme. No segundo dia, já ninguém se queixava!

A palavra de ordem é Levá-los. Levar à Disney, com um ano e meio. Todos diziam que não fazia sentido. Ela foi. A mais velha. E a mais nova. Mais tarde. Também com pouco mais de um ano. Molda-lhes a forma de estar na vida. Dá-lhes magia e fantasia. Cores. Música. Dá-lhes outros mundos. Dá-lhes integração. Aceitam a diferença. Sabem lidar com ela.
Aos dez anos, a Maria do Mar viajou sozinha. Foi. Ultrapassou os receios. Foi para Londres. Well done girl! Aos onze, foi sozinha para o Canada. Certa do que queria. Um mês sem falar com os pais. Com o CISV. Amou! Foi tão feliz! Fez amigos do mundo inteiro com quem ainda hoje fala. Isto de viajar transforma-os, molda-os. Claro que é mais fácil não irem. Claro que, para nós, seria muito mais fácil não os levar. Claro que pouparíamos imenso dinheiro mas o dinheiro é mesmo para gastar!

O DINHEIRO É PARA GASTAR!

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E nós juntamos mesmo para gastar. Why not? Para lhes dar experiências. Para vivermos experiências. Para contar a nossa história e partilhar!
Gostamos de sair para longe e para perto. Viajar cá dentro.  O nosso país também é lindo! Autocaravanas, tendas, barcos, turismos, casas no fim do mundo. Vão e levem-nos. Na verdade, estamos a mostrar-lhes que podem fazer tudo o que querem. Com pouco, ou muito dinheiro, podemos ir. Hoje em dia, podem ser o que quiserem. Está tudo à distância de um clic. Podem trabalhar o tempo que querem, consoante o dinheiro que querem juntar. Podem ser livres. Nós sentimo-nos muito mais livres hoje. Só espero que isto que lhes queremos passar, lhes fique generosamente no ADN.
Confiem no instinto. Vão. Atirem-se. Partam à aventura. É mesmo a melhor coisa do mundo! Quando passarem por Grândola ou no Alentejo, ESCREVAM-NOS. Venham conhecer-nos!

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