Escócia à boleia de uma auto-caravana

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Lisboa-Edimburgo voo de inauguração da Ryan Air. Até gaitas de foles tinhamos no embarque. Depois foi aterrar e chegar a uma cidade que nos virou ao contrário.

Dormimos no The Glass Hotel. Vale a pena. O hotel é moderno, tem os colchões mais confortáveis onde já dormimos na vida. Tem Honesty bar, o que nos pareceu uma loucura agradável, porque os bares funcionam  sem empregados, e os clientes servem-se. Estamos a falar de um hotel com vários pisos onde abrimos um armário, tiramos as bebidas e deixamos o dinheiro. Sem o controlo de ninguém. Se já tinhamos visto isto em vários turismos, num hotel pareceu-nos fascinante.

O que fazer:

Procurar o castelo, a atracção mais famosa de Edimburgo, mas também de toda Escócia. O  castelo  merece uma visita mais demorada do que nós fizemos.

Tinhamos de ter tempo para andar na rua e aí, andar no  Royal Mile, a rua mais famosa da cidade que começa com o Castelo, é o lugar mais recomendado para conhecer. A Royal Mile é  movimentada. Há bastante comércio e muitos turistas. Não deixem de comprar um Kilt e um cd com as músicas tocadas com gaitas de foles. (CHECK! Um marido de kilt é qualquer coisa!)

Se descerem esta rua vão dar ao  Beco de Mary King.  Um beco antigo em Edimburgo que se encontra debaixo dos edifícios na zona do Centro Histórico.  O local foi usado como área  de quarentena quando a peste negra aterrorizou a cidade no século 17. Nasceram, então, muitos mitos e lendas urbanas, contos de fantasmas e assassinatos, histórias de vítimas de praga, que teriam sido deixadas aqui para morrer no local.

Nós visitámos este beco. Quem faz a visita guiada fala nesta tal Mary, em criança, e por causa das histórias que contam os turistas deixam brinquedos, o que torna tudo ainda mais assustador. A visita é feita por ruas e ruelas escuras, na cidade antiga, debaixo da cidade actual. (Assustador. Mesmo).

Actualmente, o Beco de Mary Cross é uma atracção turística. Estas catacumbas foram reabertas há alguns anos. Não deixe de visitar!

Estivemos em casa, como se soubéssemos que ali pertencíamos. A noite fez-se por ali. Bares que respiram musica local. Gaitas de foles e gente bem disposta e feliz. Muitos escoceses passeiam-se pelas ruas de kilt. Na verdade parece que estamos noutra dimensão. Parece que entramos num pedaço de história.

Foram dois dias em Edimburgo e  fomos buscar a auto-caravana que tinhamos reservado online. Se não foi das melhores viagens que fizemos esteve lá perto.

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Compras feitas, mesa de pique-nique a bordo, bicicletas alugadas e caravana com dois quartos só para os dois! Estávamos no paraíso! Uma semana de mapa na mão. Zero experiência de condução e zero decisão de destino. Foi assim que começou a nossa aventura!

 

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O que não perder:

As Highlands, ou Terras Altas da Escócia, são uma das regiões mais encantadoras do Reino Unido. Montanhas, lagos, vales e castelos medievais, em dois dias já é possível sentir  o interior da Escócia e sonhar para ficar mais.

 

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A região montanhosa escocesa está dividida em seis áreas (Moray Speyside, North Highlands, Cairngorms National Park, Inverness e Loch Ness, Skye e Lochalsh, e Fort William). É um regresso ao passado, um banho de história, cenário de  filmes como Highlander, 007 – Operação Skyfall, Coração Valente, Harry Potter.

Urquhart situa-se no coração das Terras Altas e estende-se  ao longo de 37 km, com águas estreitas e escuras. O Loch Ness, um dos maiores lagos de água doce escocesa ao lado de Loch Lomond, tornou-se uma lenda com a criatura marinha “Nessie”.

Em 1933 a notícia da aparição de um monstro no lago Ness espalhou-se. Nós estivemos lá, entrámos num barco para percorrer o lago e a história pode ler-se em todo o lado. Vendem peluches com a Nessie e ainda hoje este fenómeno atrai multidões ao lago. Não encontrámos o animal mas agradecemos o facto de lá termos ido. As lendas, os mitos, as histórias fazem viajar no tempo e nos lugares. Havemos de regressar com os miúdos.

 

ILHA DE SKYE

Skye é uma ilha selvagem e escarpada com um comprimento de 80 km. Uma paisagem costeira espectacular, ideal para passeios de barco, enquanto os montes rochosos de Cuillin, são uma experiência imperdível   para quem gosta de andar a pé!

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 Praia em Malaig- chegada à ilha
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Na Ilha de Skye acampámos num parque com a auto-caravana. Mesmo em cima do lago…
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 Jantámos num restaurante maravilhoso que nunca mais esquecemos: -The Old School-e no dia seguinte fomos de bicicleta até ao Dunvegan Castle (Castelo de Dunvegan), um dos mais preservados da Escócia. É um castelo privado, de propriedade do Clã MacLeod, desde a Idade Média, e ainda hoje usado pela família.  Há uma ala aberta ao público para visitas e outra privada. Aconselhamos a não perder!
Um must go:

The Old School Restaurant e um restaurante muito premiado que não conseguimos marcação mas sabemos que vale a pena visitar: The three Chimneys. 

Se pudesse repetir iria no extraordinario  comboio do Harry Potter entre  Mallaig e Fort William. (iremos um dia, sem dúvida).

COMPRAS:

A principal rua comercial de Edimburgo é Princess Street. Rose Street é pedonal e com lojas mais pequenas. Dois grandes centros comerciais são Princess Mall, no extremo oriental de Princess Street, e St. James Centre, no início da Leith Street.

COMIDA:

O prato nacional da Escócia é o haggis, feito à base de pulmões, coração e fígados de borrego picados e misturados com aveia. Serve-se acompanhado de puré de batata, nabo, manteiga e pimenta preta.

Quando ir – Maio, Junho e Setembro são os meses mais secos e soalheiros, ainda que existam possibilidades de chuva.

Idioma – O idioma oficial da Escócia é o inglês. Skye é um dos pontos do país onde a língua gaélica está mais enraizada.

Moeda – A divisa britânica é a libra esterlina.

O que levar –  Impermeável, guarda-chuva e uma peça de agasalho.

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Quem quer ir para a semana até Marrocos?

Já fizemos de tudo! Marrocos é aquele destino…que vamos. Sempre. Estamos prontos. É só fazer a mochila. E fazemos com a maior das alegrias. Já fomos para o club med com os miúdos (Smir- infelizmente já não existe mas aquelas cabanas na praia eram a nossa cara), já fomos com amigos, de jipe até ao deserto, já tinha ido como jornalista, até Erg Shebbi, para fazer a cobertura dos treinos do Dakar. Já tinha ido com o meu pai, doente por viagens como eu, várias vezes. Não consigo escolher a melhor.

 

Gosto dos cheiros, das ruelas, das cores, de especiarias, dos mercados. Gosto de comer na rua, de regatear, de ver os  tapetes estendidos, a cada esquina,  e gosto  de perguntar. Gosto de visitar escolas, entrar na cultura, comer em casa de quem aqui habita. Gosto de viver os destinos  sem horas. Gosto do deserto. É sempre tempo de regressar a Marrocos.

Escolhi a viagem com amigos para retratar porque foi a volta maior, passou pelo deserto, tivemos jipe e guia e pagámos cerca de 500 euros por pessoa por 6 noites, através do site do  Joao Leitão.

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Começámos a viagem de amigos com um post surreal! Lançámos a pergunta como se de um tapete se tratasse: “Quem quer ir, para a semana, até Marrocos?” Em uma semana éramos 6, marcámos voos (há sempre a bom preço, basta pesquisar no skyscanner/momondo) e contactei o João Leitao. Viaja pelo mundo, tem site de viagens, Marrocos é casa para ele, tem com a  irmã um turismo, Dar Rita – Riad, em Ouarzazate (as portas do deserto). Não é caro. Aqui fica o roteiro que fizemos!

Marrakech, Ouarzazate, Ait Benhaddou,  Dunas de Erg Chebbi e dormida no deserto, Essaouira, Gorges du Todra.

Aterrámos em Marrakech e dormimos no riad de um suiço, com uma piscina do tamanho pouco maior do que uma banheira. E não é que parecia uma piscina olímpica? O calor era tanto que não era possível sair do riad depois de almoço. No topo da casa havia um terraço e este mar dos deuses. Era onde nos abrigávamos do calor…

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Marraquexe, a cidade Rosa. Localizada no sudoeste de Marrocos. Músicos, bailarinos, roulottes, comida, contadores de histórias, vendedores de tudo, cobras e lagartos e tudo o que nos deixa de boca aberta. E de volta à piscina, no topo do telhado. No verão não há como não ter!

As malas chegaram assim, de carrinho e nós a pé. Querem melhor? Chegámos à rua do hotel. Parecia que tinhamos entrado num conto das Mil e uma Noites. Aqui tudo é possível.

 

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O Islão é a religião com mais seguidores em Marrocos, mas coexiste perfeitamente com outras como é o caso da judia e a cristã. No Ramadão, a venda de álcool e  refeições, em alguns estabelecimentos, podem estar condicionados, mas para servir os turistas, trabalham, sem comer, durante todo o dia. Na última vez que estive em Marraquexe, estava a chegar o fim do dia e tinhamos apanhado uma charrete para percorrer a cidade. O condutor, ao chegar o final do jejum, parou a charrete e pediu autorização para comer. A primeira coisa que fez foi oferecer-nos. Nunca mais me esqueci deste gesto…

 

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Sempre comi na rua, nunca tive problemas. Levo os miúdos e aprender a olhar para estas bancas e apreciar uma cultura diferente, levo-os a sentar-se para almoçar ou jantar. A sentirem-se em casa. E o que comer? couscous e couscous e mais couscous. Adoro de galinha e borrego!Somos fãs e cozinhamos muitas vezes em casa!

 

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Pára tudo! É de ir ver:

Gorges du Todra ou Gargantas do Todra são os desfiladeiros mais conhecidos de Marrocos. Ficam no vale do Todra, do lado oriental do Atlas a cerca de 15 km da cidade de Tinerhir.

Impressionantes penhascos que chegam a atingir os 300m de altura, separados apenas por 20 a 50 metros. Há pessoas por todo o lado na água. Crianças, idosos.

Entre as paredes esmagadoras corre o rio e há uma estrada que o acompanha. Ao percorrer a estrada temos realmente a sensação que vamos ser engolidos. É tirar os sapatos e deixarmo-nos levar.

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Ouarzazate:
Não perca o fantástico Oásis de Fint, o Kasbah Tifoultoute, O Ksar UNESCO Património Mundial chamado Ait Benhaddou, o Oásis de Skoura e a aldeia de Tounout, Anzal e Tazenakht.
Pode ainda visitar os dois estúdios de cinema com  cenários de vários filmes de Hollywood tais como Lawrence das Arábias, Gladiador ou  o Reino dos Céus (The Kingdom of Heaven). Nós fomos e valeu a pena!
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Ait Benhaddou é um ksar (em português Álcacer) situado a 28km de Quarzazate. Está inserido na lista de Património Mundial da UNESCO, esculpida numa encosta no sopé do Atlas com o rio a seus pés, esta “aldeia de barro” é um lugar exótico que não deixa ninguém indiferente.

Outro campeonato:
A chegada ao deserto é reduzirmo-nos ao nosso tamanho. É perceber a dimensão do mundo. É respeitar. É ser feliz.
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Dormimos a primeira noite num hotel nas dunas absolutamente extraordinário, procurem “Auberge du Sud”. Estava um calor infernal, electricidade só a partir das 19 horas ou seja, até lá, sem ar condicionado.
Lembro-me bem de tomar duches para me refrescar e de me atirar directa para a cama para tentar dormir uma sesta mas secava em menos de um mn.
O hotel tem umas janelas para o deserto que nunca me irei esquecer. Hei de regressar com os miúdos.
À noite, a festa.  O coucous, o borrego, as frutas, os bailarinos, as danças, música berbere e deixávamo-nos cair num tapete até adormecer. De manhã, partimos de camelo para o deserto onde acampámos de noite. Uma experiência demolidora. Este hotel organiza as dormidas no acampamento Bouydrguie. É imperdível!
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Quem gosta de aventura deve passar por isto.  A areia desenhada. Parecem fotografias só que estamos dentro do quadro! E ainda assistimos ao “cameleiro” a pescar um peixe na areia. Só com uma mão! (Não nos esquecemos deste gesto, Hamid. O melhor “cameleiro” de sempre).
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Dormimos numas tendas improvisadas, o jantar foi servido antes de começar a festa, muitos optaram por dormir ao relento a ver as estrelas e a ouvir os batuques. Nós ficámos nestas tendas, alcatifadas e confortáveis. Qual conto de Sherazade:)
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Levantar e cedo erguer dá direito a subir à duna mais alta e correr para ver o nascer do sol mais extraordinário. África e deserto é a mistura perfeita para ser feliz!
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Bom dia!
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Dá tempo para parar, fotografar e pensar que  acordar cedo faz realmente a diferença.
Seguir viagem aqui quer dizer regressar ao jipe que alugámos com motorista. Podemos fazê-lo nós mas termos deixado o volante para quem conhece os caminhos foi espectacular. Éramos 6 com o guia 7. Limitávamo-nos a fotografar e a parar onde pedíamos, sempre que saía fora do programa.
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Ait Benhaddou é um ksar (em português Álcacer) situado a 28km de Quarzazate. Está inserido na lista de Património Mundial da UNESCO, esculpida numa encosta no sopé do Atlas com o rio a seus pés, esta “aldeia de barro” é um lugar exótico que não deixa ninguém indiferente.

 

Também a não perder:

Rabat, Chefchaouen, Nkob,  El Jadida, Toubkal. Um casamento berbere, visita a um kasbah, visitar os berberes,   a ida a uma madrassa. E tragam tapetes. Ficam para a vida:)

 Auberge du Sud

  • Morada: Ras el Erg, Merzouga, Province d’Errachidia, Marrocos
  • Telefone: +212.661.602.885
  • Email: aubergedusud @ gmail.com
  • Página de Internet: www.aubergedusud.com

A saber antes de ir e visitar:

  • Souks – Mercados labirínticos onde nos queremos perder;
  • Riads – Mansões com pátios construídas perto dos palácios onde os parentes da família real, conselheiros e mercadores ricos passavam o seu tempo. Há muitos riads actualmente que são turismos. Para mim o melhor sítio para ficar;
  • Hammam – Banhos públicos tradicionalmente de tijolos de lama. Experimentem;
  • Madrassas – Escolas ou centros de aprendizagem de leis, Filosofia, Astrologia e do Corão .Faz sentido ir visitar;
  • Kasbahs – Castelos de tijolos de lama construídos em lugares remotos como no topo rochoso de um penhasco ou num oásis. Não percam.

 

*ver site do João Leitão sobre este destino.

Rinocerontes do Kruger. O corno que vale ouro

 

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De três em três horas morre um rinoceronte no parque. Foi me dito pelo guia. Parece me tão excessivo que quase não dá para acreditar. Já li também que são mortos três por dia. A verdade é que o Kruger Park tem quatro vezes o tamanho do Algarve e muitos são mortos, dentro do parque, alegadamente, por caçadores furtivos moçambicanos, que conseguem entrar para roubar o super valioso corno do rinoceronte.
7,5 milhões de dólares, cerca de seis milhões de euros, valerá um corno. Diz o guia. Vejo muitos preços na Internet, não é claro, mas é tão comum e grotesco o que é feito no Kruger, que as autoridades abatem qualquer cidadão, dentro do parque, que mate um rinoceronte e que tente levar o corno.

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BANHO DE ÁFRICA COM CRIANÇAS

E agora nós! Somos 5!Family of 5. Em viagem. Cabeça na Lua e pés no chão!

 

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THE FAMILY

Deixámos Cascais para trás e uma vida com três crianças, com três colégios, com muitas horas de trânsito por dia. Deixámos os amigos e a família na capital. Deixámos os nossos projectos. Arquitectura e jornalismo. Juntos construímos a Terra do Sempre. Um monte que comprámos  há 8 anos, na serra de Grândola, a 5 Mn da vila. Foi o início deste nova história. Sempre viajámos muito. Com o arranque do turismo tivemos de parar de viajar e de parar durante 3 anos…e depois foi só recomeçar…pés no chão e cabeça na Lua. Ir. Sempre. Com  mais dinheiro ou menos. Para o outro lado do mundo, para a praia do lado, de auto-caravana, de tenda às costas, com skis, com pranchas de surf, com tudo ou com nada. O importante é ir JUNTO. 

A avó viveu connosco  3 anos. Foi a avó que deu vida ao nome do logotipo. Ela é que o desenhou. Tantas vezes o escreveu que assim ficou. A avó, bisavó dos miúdos, lia um livro por dia e era daquelas avós que andava de calças de ganga e ténis e brinca no chão. Foi ela que me deu tantos sonhos e viagens e que me fez perceber que tudo o que queremos podemos lá chegar”!

Eu, Barbara, sou  filha e neta de Jornalistas, tornei-me naquilo que ninguém lá em casa queria: jornalista. 17 anos na profissão, 15 anos como repórter na SIC. Sempre de caneta e papel por perto. Pronta para perguntar, responder e conversar. Em casa ou em viagem…estas são algumas das histórias que temos para contar!

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Sobre a Terra do Sempre:

Eu escrevo, ele desenha. Só podia resultar num mundo de histórias mágicas que a infância não deixou esquecer. Sob o lema “Where life and Stories fall in Love”, a Terra do Sempre é muito mais do que um turismo. 


 

THE FAMILY

They left Cascais behind and a life with three kids, three schools and a lot of hours spent in traffic. They left their friends and family in the portuguese capital. Together they left their own personal projects. Architecture and Journalism. Together they built Terra do Sempre. A country house they bought five years ago, in Grandola mountains, just 5 minutes driving from town.

THE STORY

Grandma lived with us for  three years. She was the one that gave lifeto the name and logo. She draw it. So many times she wrote it we finally keep like that. Grandma, , she reads a book a day and shes one of those grandmas that used jeans and sport shoes and that played with the kids on the floor.

Bárbara shes daugther and grandaugther of Journalists, so she become precisely what nobody at the house want her to become: Journalist. After 17 years in the profession, 15 years as a reporter at SIC – television station. Always with a paper and a pen around. Always ready to ask, answer and chat. 

I am journalist, Pedro is an architect. We travel with a family of 5.  Alice is 5, Maria e 12 and Bernardo is 12 and they are not twins!:)

From Kruger Park in South Africa or Mozambique, to the islands in Cambodia,  the perfect sunset in Mexico or the best restaurant in Verona, our secret is called passion in travelling around the world with 3 kids!  With backpacks, big bags, or just a bathingsuit we always leave the house and everything behind to find the perfect holidays.  We moved from the city to the countryside and built a storytelling tourism “Terra do Sempre”. Each time we have some time out our life is all about travelling. Travelling with a family of 5. Where to go with the kids, where to stay, what to do, how much it will cost. Where to go as a couple:) Follow us  and let your dreams come true.

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“Dominican way of living…a kind of special all inclusive”. O nome é Club Med!E não é que continua na moda?

This is show time! Embarcámos na melhor opção para famílias quando pensamos em ter tempo para todos, não querer ter muito trabalho, ter kids club, desportos, não ter chatices com comida e são 7 dias que vamos gravar na memória como um dos destinos mais extraordinários! Tem agua quente, é seguro, é lindo e ainda tivemos tempo para namorar!

Vamos lá explicar. Cada club med tem as suas especificidades. Todos têm um sem número de desportos, all inclusive e não é como mais nenhuma cadeia portuguesa ou estrangeira que conhecemos. Mete qualquer outro num canto.

Versão: Club med. Para todos. 5 mil euros. Club Méditerranée, também conhecido como Club Med, é uma empresa de origem francesa que actua no sector do turismo desde 1950.

Há promoções de venda antecipada…há promoções para os miúdos e há que ter olho nas viagens, com tempo, para comprar pelo menos com 6 meses!

As imagens falam por si! São 80 resorts na Europa, Asia, América ou Caraíbas, no verão ou inverno…este foi claramente no verão mas o meu pai já nos levava para o Club Med..ou seja, desde miúda que nadei, remei, fiz teatro, vela, windsurf, surf, experimentei o mundo no all inclusive e para desanuviar da canseira que é viajar de mochila, de comboio, de caravana ou das férias em que temos de cozinhar…este é um caminho que merece OVAÇÃO DE PÉ.

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CLARO QUE BASTOU UM DIA PARA ELA ESTAR NESTAS FIGURAS. Em palco. No teatro. No Kids Club. Fez tudo. Até circo.

Todos fizemos tudo. Basta ver as imagens. E não viemos cansados!Há tempo para tudo. Até para tirar fotografias com pássaros! (sim, chegámos a esse ponto). Tudo o que tinhamos direito. E se gostarmos de conhecer países (:) até podemos sair do clube!!! (ninguém me aguenta dentro dos portões. É a minha única exigência ao Pedro. Se vamos a semanas de all inclusive…alugamos carro e vamos para a vida real).

 

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… e depois vem tudo feliz e com vontade de voltar! (depois de algumas viagens pelo meio…sem pulseirinha!:)

Para mim é um destino lindo. As praias são de fazer inveja, a cor da água e a temperatura valem toda a viagem. Os hóteis estão mais do que preparados para famílias e pode-se sair do hotel. Eu já conhecia a República Dominicana e já tinha, com a Maria do Mar com 6 meses, alugado um carro para explorar a ilha. Foi onde me apaixonei por um quadro que vi em Santo Domingo e negociei mais tarde, porque não queria regressar a Portugal sem ele,  que mo entregassem no hotel.

Deixo algumas informações:

A República Dominicana é um país da América Central com 48.198 quilómetros quadrados, onde habitam cerca de 10 milhões de habitantes.

Banhada a Norte pelo Oceano Atlântico e a sul pelo Mar das Caraíbas é a segunda maior ilha das Caraíbas, repartindo parte do território com o Haiti.

Praias maravilhosas, clima tropical ameno, temperaturas que variam entre os 25 e os 31 graus, é sair dos resorts e passear pela ilha.

Santo Domingo, cidade animada que mantém o encanto do passado. Bairros coloniais, declarado patrimonio da humanidade pela la Unesco en 1990.

Há que visitar a  Catedral de Santo Domingo, declarada en 1546 a primera como a catedral da América e andar a pé.

 

 

 

Banho de África com crianças

O NOSSO LEMA É IR

O nosso lema é ir. Sempre. E chegando à altura do Natal é pegar nos miúdos e enfiá-los num avião.
Somos cinco a viajar. Podíamos viajar sozinhos, quero dizer, sem crianças, mas a verdade é que o facto do meu pai me ter proporcionado tantas viagens fora da caixa e a minha mãe ter sempre permitido que me enviassem para fora, sozinha, desde os 10 anos, para escolas internacionais, no verão, acabei por ser uma viajante tão apaixonada que não há dia que não olhe para preços de viagens. Não há como não querer mostrar, às minhas filhas, que o mundo é a maior escola da vida. Umas portas abertas para a liberdade, para o sonho, para a aventura.

 

Entre os textos que vou escrevendo durante o ano, as reservas, os contactos e os mil e um projectos que invento acabo sempre por ir, quase todos os dias, ver os preços das viagens. Às vezes são comboios, dormidas em Barcos ou qualquer outra saída possível, urgente, da rotina. Vejo, também, muitas vezes, o preço dos voos sem destino, simulando datas e vendo para onde, no mundo, se viaja mais barato, naquele dia.

Esta viagem para África do Sul e Mocambique começou assim. No verão, no Alentejo, numa noite de alpendre, debaixo das estrelas e engolidos por uma conversa boa, disse ao Pedro: “Lisboa-Joanesburgo está a 385 euros/pessoa”. E ele respondeu um efusivo: não pode ser!

Não podia mas era! E assim comprei as passagens. Na manhã seguinte.

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À BOLEIA DE TANTOS E MUITOS SORRISOS
 Maputo-Tofo passando por Chidenguele

25 dezembro 2017. 23:00. Noite de Natal, malas feitas depois de uns sonhos aviados ao lanche e jantar marcado com um irmão, que vive fora, no aeroporto de Lisboa.

E assim começou a aventura. No lounge de uma companhia aérea com ipads, cartas e canetas, folhas, revistas e livros. Tudo preparado para escalas e transferes. O preço de viajar barato paga-se ou resolve-se com imaginação!

Saímos de Lisboa para Joanesburgo e logo directos para Maputo onde dormimos uma noite. Aqui foi fácil…dormimos em casa de um amigo do Pedro. Chegámos de noite, mas foi tranquilo.  Bairro seguro colado com a presidência. Chegar lá, foram 10 mn de carro. O google maps faz milagres.

Tinhamos alugado  um 4×4 online, cerca de um mês antes (500 euros 12 dias). Sabíamos que tínhamos escolhido alguns lugares que queríamos  visitar inacessíveis a um carro vulgar. Dunas, muita areia…e foi para onde fomos logo de manhã. Algures entre Maputo e o Tofo está Chidenguele. Gigantes lagoas, entre a imensidão do mar e o verde da vegetação, que nunca perdemos do horizonte. Estávamos a chegar ao paraíso!

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Decidimos gastar um pouco mais para viver dois dias de paz, incríveis, com os miúdos. Numas tendas de luxo sobre estacas, em frente ao mar, o Naara Eco Lodge é um sítio do caraças! Os proprietários são brasileiros. Simpáticos e acessíveis. Sempre prontos a ajudar. O preço não é bem para amigos: 225 dólares/noite com pequeno almoço. O jantar também não é barato e não é gourmet. É o que há! Mas o que há, chega, e é para lá do suficiente para ser feliz.

Foram dois dias de piscina em frente à lagoa,  uma ida à praia onde quem não tem jipe não sobrevive, nem mesmo esvaziando os pneus. Se é para chegar aqui é para vir artilhado e nós fomos. Valeu a pena! A varanda do quarto do Eco-lodge, a vista da piscina, o restaurante ao ar livre… Ainda não tinhamos saído daqui e já sabiamos que iamos querer voltar!

É sítio para casais ou famílias. Dá para todos e sem incomodar ninguém! Os miúdos andam sozinhos a fazer de exploradores. Há os caiaques que emprestam para nos perdermos ou nos encontrarmos na lagoa. As pranchas de Stand Up Paddle que garantem uma a duas horas de sossego com os mais velhos… Há jogos e snooker para juntar a família depois de jantar. Há férias merecidas sob um olhar atento de um qualquer Deus da paz ou do vinho. Aqui estivemos em casa.

 

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Day 4- Partimos depois do almoço para o Tofo. Umas quatro horas de caminho de Chidenguele, sete horas de Maputo. Verde, verde e mais verde. Que país tão verde. Tão cheio de mar. De água doce e salgada. Não há casas. Há palhotas. Não vemos animais. Há pessoas. Muitas crianças. A um ritmo alucinante como só vemos em África, nas margens deste alcatrão a ferver. A terra é tão quente quanto esta gente de sorriso largo. Gigantes pessoas de abraços apertados. Em duas horas de conversa, passamos a irmão. Levem brinquedos, canetas e cadernos para dar aos miúdos. Vai valer a pena!

A nossa morada na praia

Chegámos a Inhambane de noite e um desvio na estrada fez-nos entrar directos no coração do povo. Na pobreza das casas. Um bairro incrivelmente pobre, onde tudo se passa na beira da estrada. É aqui que convivem, que dançam, que bebem a vida. É aqui que vendem tudo menos a alma. É aqui que fazem o pouco dinheiro que têm, mas nunca vi gente tão feliz. Gente com graça. Com raça. Gente que nos trata directo no olhar.

Alugámos uma casa na praia do Tofo. Estava tudo cheio. Há três meses. No booking não havia nada. Conseguimos um aluguer através de uma tal Melanie, espanhola que vive no Tofo. A casa colada à Pousada “Casa da Praia”. Localização 6 estrelas. Pequena demais para nós, mas aderimos à opção de vida daqui: viver na Praia, viver na rua. Uma sala para os miúdos. Um quarto para nós. Fizemos um churrasco com peixe comprado ali mesmo, ao pescador. Quatro noites 500 euros. De resto, comemos fora. Há muito por onde escolher.

A melhor ponta da praia é esta. A “Casa Barry” também é uma boa opção. 

 

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Com espreguiçadeiras, em cima do mar, a vida aqui faz-se mole.  Foi neste primeiro camarote para a noite de fim do ano que vivemos o fim de 2017. O fogo de artifício começou às 23:30. Não fosse esta gente previdente… parece que sabiam que ia começar a trovejar às 24:00. É o segundo ano de passagem do ano encharcarda e dizem que é abençoada. Para nós foi com certeza! Chuva torrencial vista da nossa casinha da Praia, foguetes no ar… e o mar… sempre no horizonte.

No dia 1, para celebrar tanta sorte, fomos com a “Diversity School” visitar uma ilha e fazer snorkeling. Uma ilha que fica demasiado pequena quando a maré sobe mas tivemos o privilégio de a descobrir sozinhos. Toda uma ilha para uma família de flamingos e para nós. Fomos num catamaran que partiu da barra, no Flamingos Bay.

 

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Um paraíso que devido a um incêndio perdeu quase todos os seus chalets sobre a água. Sobrou um. Quem o agarrar tem a sorte de uma vida. Que sítio demolidor! Lindo! Ainda podem ver o site original com as fotografias de um pedaço de céu.

Tem ainda um restaurante e uma piscina para quem lá queira, apenas, passar o dia!  Passámos depois pelo resort da areia branca. Mais um aplauso. Se cá voltar vou fixar os meus sonhos aqui. Nesta praia tão desconcertante, de areia branca, frente a um mar transparente. 10 pontos.

Foi a melhor forma de entrar em 2018. Em família. Num pedaço de mundo encantado.

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A Alice tem cinco anos mas não perde uma aventura. Agarrada ao monitor da escola, em alto mar, lá se atirou para ver peixes. É Leão, nascida em Agosto, mas é um Mogli com barbatanas. E lá foi ela. Debaixo do olhar dos irmãos mais velhos. Ela, e o seu novo amigo. Foram e trouxeram um bocado de mar para o barco. Estrelas, conchas e Moçambique na alma. Estava visto que estava enfeitiçada!
 A vida no Tofo

No Tofo há restaurantes. O melhor onde estivemos foi um italiano onde jantámos no fim do ano. 10 estrelas também para ele. Mesmo ao lado da escola de mergulho. O dono, o Pietro, é uma simpatia. 

 

De resto, o Tofo é pequeno. Tem um mercado, ruas de areia e pouco mais. Quando o Tofo  enche, o trânsito torna-se uma loucura. É largar o carro e andar a pé. Gente a mais por metros de areia. Os supermercados são demasiado caros e não há farmácia. Aliás, não há quase nada para além das duas lojas de surf e lojas de mergulho. É aviarem-se em terra. Em Maputo mesmo. É escolher um supermercado num shopping e encher o carro.

 

Em viagem, o mesmo problema. Quem vier com crianças tem de se abastecer antes. Em Maputo, ou noutra qualquer cidade grande, como Xai-Xai, não há nada para comer pelo caminho. Às vezes, nem água para comprar. Pão e chocolate podem fazer milagres!

 

Saímos do Tofo no dia 2 de Janeiro de 2018. Saímos pelas 11:00. Sem sítio para dormir pelo caminho. Fomos aconselhados a não passar para África do Sul na fronteira de Ressano Garcia. Estariam umas 10, 12 horas de fila devido ao regresso a casa de quem voltava de férias.

Foi aqui que o brasileiro do Naara Lodge ganhou mais pontos: sugeriu-nos que nos levantássemos cedo e entrássemos pela fronteira de África do Sul, junto à reserva do parque do Limpopo (2 mil meticais =28,50 euros ). Escolhemos este modo aventura= 12 horas de carro desde Xai Xai, onde dormimos num condomínio, em frente ao mar, que marcámos de véspera, até ao destino final no Kruger: o Pestana, em Malalane Gate.

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O maior Safari

A passagem na fronteira foi mais do que tranquila. Nem um carro. Pagámos para aceder ao Kruger 5000 meticais ou seja cerca de 70 euros. Os cinco.

O Kruger faz parte do nosso imaginário. Não há leões deitados na estrada (até há, mas nós não vimos), há impalas, zebras, búfalos por todo o lado. Rinocerontes, Girafas, macacos, hienas, elefantes… tantas e tantas espécies… e nós fizemos o mesmo do que os outros: parámos o carro e vivemos ali. Tudo o que havia para viver.

 

Não é permitido andar de cabeça de fora, por razões óbvias! É mais do que aconselhável levar máquina fotográfica e abrir a alma. Até binóculos. A natureza em bruto, a selva, as planícies, as estradas de terra, o silêncio… os animais. O mundo é deles. Há que respeitar esta paz e parar o tempo. Há que perceber este mundo mágico e deixarmo-nos levar. 12 horas a atravessar este parque é uma brincadeira para crianças.

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Estes jipes abertos circulam no Kruger por todo o lado. São hotéis e agências em massa. Nós entrámos três vezes no parque. A primeira, com o nosso carro,  o momento que acabámos de contar:  para atravessar o parque até Malalane Gate. Uma segunda, quando fizemos uma visita nestes jipes abertos, para ver o nascer do sol e tentar ver felinos que, infelizmente não vimos!  Uma terceira, porque  ficámos apaixonados por esta África que virou nossa. África dos animais. África do Kruger. A nossa segunda casa.

 

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Só não vemos animais se estivermos de olhos fechados. Eles estão por todo o lado. E para ajudar quem vem a seguir, todos os dias, os turistas marcam, em cada entrada do parque, os animais que viram e onde viram.

Atravessar seis horas de Kruger – quatro vezes a dimensão do Algarve – é muito mais fácil do que suportar uma fila de espera, parados ao calor, como nos disseram que ia acontecer, se tivéssemos optado pela outra fronteira.

Vimos a natureza a acontecer. Tirámos fotografias. Sonhámos com o regresso. Queimámos quilómetros e redesenhámos a viagem. Dos Big 5, vimos todos menos os felinos. Será sempre uma razão para regressar!

 

Saímos em Malalane gate pelas 19.00, hora de encerramento do parque. Atravessámos a ponte de coração a transbordar. Esperavam-nos três dias seguidos no Kruger mas, para já, íamos directos ao hotel que escolhemos pela localização.

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Uma varanda para o rio dos crocodilos

O Pestana está mesmo à saída do parque. Se pudesse escolher tudo outra vez teria ficado dentro do parque. Em Skukuza ou em Lower Sabi (cheio de famílias com crianças). Ou nos dois. Há zonas de camping, chalets, quartos, mas teria perdido a varanda do hotel, e iss, custar-me-ia um bocado. A varanda é aquela varanda que queremos conhecer, com vista para o Crocodile River. Ou seja, hipopótamos na água, crocodilos, elefantes a passar. Enfim, a azáfama da vida no rio, e um pôr-do-sol como só em África.

O hotel, já se nota o desgaste mas continua um bom hotel. Falta-lhe um kids corner. Com tantas crianças faria um grande sentido. Por outro lado, tem várias piscinas, uma delas com tubo e escorrega para a água. O valor para cinco ronda 300 euros/noite, com pequeno almoço e jantar. Demasiado caro para nós e para a maioria. Para quatro, o preço desce em flecha porque em vez de dois quartos passa a um! 

 

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O mundo de Jane Goodall 

 

A 40 mn do hotel, está o centro de recuperação de chimpanzés, fundado por Jane Goodall. Vale a pena ir. Fomos sem guia. No nosso carro. Vale a pena conhecer os primatas que lá estão alojados e a história de cada um: os que foram presos, massacrados, roubados e levados para o circo, ou tantas outras histórias.  Os que assistiram à morte das mães quando eram bebés, e nunca mais recuperaram. Todos foram resgatados para, finalmente, encontrarem a paz. Aqui, vivem nas novas famílias, nos grupos que integraram. Um dia-a-dia sem pesos, sem trabalho, longe dos dias em que eram prisioneiros.

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A terra que nos roubou o coração
África do Sul é um jardim imenso, inundado de verde, com um sol que nos enche a alma. Uma das maiores florestas plantadas do mundo. Faz-nos querer continuar a engolir quilómetros como se fosse um íman, uma doença, uma necessidade básica. É um país com raça. Cheio de  personalidade. Cruzamos histórias em cada esquina. Queremos ver mais e ficamos anestesiados com a beleza, a grandeza deste país.

 

Não tive medo. Tivemos cuidado. Não viajámos nunca de noite e sentimo-nos seguros. Polícia em todas as esquinas, uma espécie de Europa cheia de tudo. Um contraste imenso com a pobreza de Moçambique. Só em Joanesburgo se sente muito, ainda, a gigante nação dividida. Ricos e pobres. Pobreza doente, em cada sinal vermelho.

A cidade tem lugares lindos. Tivemos uns guias fantásticos! A Julie Sheier, jornalista, e o Pedro, produtor, nossos amigos, abriram o coração de “Joburg” (Joanesburgo, com amor)  e nós, apaixonámo-nos!

Avenidas inteiras que mais parecem um Restelo mais rico ou uma imensa Quinta da Marinha mas, não estamos no calor de Cascais, e aqui não se deixam portas abertas.  Vêem-se alarmes em todo o lado e vedações com infravermelhos e choques eléctricos. As casas estão equipadas com câmeras. Quem vive nestes bairros sente-se seguro mas não baixa a guarda. Há que estar atento, mas viver a vida de forma inteira. O dia-a-dia não deixa esquecer as evidências: há muitas crianças a pedir esmola. Crianças pequenas. Bebés ao colo das mães. Em cada esquina. Rasga-nos a alma tanta impotência, mas eu vivia aqui. Joanesburgo é uma cidade linda! Vamos voltar em breve. Alugar um carro e percorrer o país. 

A não perder:

O museu do Apartheid. Quando pagamos, os bilhetes, saem aleatoriamente, para “white or Non-white” (brancos ou não brancos), o que determina a localização da entrada no museu. Fui na entrada para “non-white” com as miúdas. O Pedro, com o Bernardo, para “white people”. Vivemos parte do museu separados. Angustiante. Faltam-me as palavras para descrever a brutalidade do que esta gente viveu, e ainda tantos vivem,  no mundo, para simplesmente, serem visto como iguais. Ainda hoje, em África do Sul, esta igualdade não existe.

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Curiosidades:

Sobre os rinocerontes do Kruger: De três em três horas morre um rinoceronte no parque. Foi-nos contado pelo guia. Parece-me tão excessivo que quase não dá para acreditar. Já li também que são mortos três por dia. A verdade é que muitos são mortos, dentro do parque, alegadamente, por caçadores furtivos moçambicanos que conseguem entrar para roubar o super valioso corno do rinoceronte.
7,5 milhões de dólares, cerca de seis milhões de euros, valerá um corno. Diz o guia. Vejo muitos preços na Internet, não é claro, mas é tão comum e grotesco o que é feito no Kruger, que as autoridades  abatem qualquer cidadão, dentro do parque, que mate um rinoceronte e que tente levar o corno do parque.

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Quanto custou a viagem:

Lisboa-Joanesburgo 385 euros/pessoa pela TAAG;

Joanesburgo-Maputo 200 euros/pessoa;

(Voos comprados através do site da momondo.pt.)

Cuidados a ter em destinos com malária: 
Ir à consulta do viajante ou fazer a consulta online. Nós fizemos online. O médico foi incrível. Explicou tudo. Passou as receitas e respondeu sempre, por email, mesmo durante a viagem.

Visitar um país com alto risco de transmissão de Malária exige precauções extras, sendo o risco mais elevado em épocas de chuva.

Prevenir a picada de mosquitos

Quando nos perguntam se tomámos antipalúdico, sim. Tomámos Malarone. Desde a véspera da chegada até uma semana depois da saída.

  • Use repelente de insetos sempre que possível. O repelente deve ser aplicado DEPOIS do filtro solar.
  • Use redes mosquiteiras com inseticida, especialmente se dormir ao ar livre ou em quartos que tenham sido expostos ao exterior. As redes devem ser compridas, de forma a cair no chão.
  • Use roupas que protejam todas as áreas do corpo.
  • Prefira quartos com ar-condicionado, pois assim, com uma diminuição da temperatura, diminui o risco de mordida de mosquitos.
Vacinas: Centro de Saúde de Sete Rios
Foi onde fizemos a vacina de febre amarela. Não tomámos mais vacinas. Por opção nossa.
Não esperámos. Levem a vossa caderneta de vacinas ou pelo menos as dos miúdos. Sem isso não conseguem ser vacinados. Este Centro de Saúde tem vacinas todos os dias, de manhã e à tarde. Em Lisboa, é o único.

E vá! Não deixe de sair de casa e de ver o que o mundo tem para lhe mostrar!

Rinocerontes do Kruger. O corno que vale ouro