Neve em modo low cost!

 

Carro de sete lugares e sete pessoas lá para dentro
 
Pusemos tudo o que pudemos na cabeça para não ocupar tanto espaço. Entre chourição, queijos gourmet e salmão fumado para o pequeno almoço, os skis, as botas e a mala do tecto, tão cheia que foram precisas duas pessoas para a fechar, há que fazer passar o tempo! Parece incrível mas vamos sete numa carrinha para sete, com malas, skis no tejadilho, blusões e comida.
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Férias na neve.
La Molina e Masella.
Mais de 100 kms de domínio esquiável. Estância top! Cheia de árvores. A 200 kms de Barcelona. Pode ir-se de comboio. Ou carro. 12 horas de Lisboa. A cerca de 50 kms de Andorra, mas com pistas só para nós. Absolutamente maravilhoso! A Escola Catalã de Esqui foi espectacular. Mesmo em frente às pistas. Podem pedir a Aina como professor, ou o Pau, para os mais velhos. Adoraram! Mais do que radical.
Ficámos nos apartamentos do Hotel Solineu (Costa Rasa). Em cima da hora, era o que havia: Cerca de 1000 euros, seis noites para sete pessoas. Se tiverem ideia do nível (mau) de apartamentos em Serra Nevada estes são óptimos! Até lareira têm. Podem usar as instalações do hotel, o spa e a pizzaria. Tudo bom (Não jantem no restaurante buffet do hotel, por favor, não digam que não avisei).
ESCOLA CATALÃ DE SKI
Escola Catalã de Esqui: Preços/aulas por criança.
Se forem em grupo, 138 euros por cinco dias/pessoa. Três horas por dia. Se forem aulas individuais, 38 euros por hora/por pessoa. A Alice fez sempre, até hoje, aulas individuais. A evolução é enorme. Podem alugar o material na loja do hotel. Equipamento: cinco dias botas e skis. Kids mais novos 45 euros e kids mais velhos cerca de 65 euros.
Foram cinco dias incríveis. Boa neve, estância maravilhosa, pistas só para nós! A comparar com Andorra, que é tão perto, isto parece os Alpes!
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Vamos voltar! Não dá para passar o fim de semana, para isso Serra Nevada está mesmo ao lado de Lisboa (seis horas) mas para quatro ou cinco dias já compensa.
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Por falar em Serra Nevada…havemos de fazer um post sobre estas viagens que fazemos, sempre que podemos, até lá, deixo-vos o contacto da Ana Dias, da Escola Universal de Ski. É portuguesa, mas está em Serra Neva há tantos anos que já canta o nosso português. Deu as primeiras aulas de ski ao Bernardo com três anos, à Maria do Mar com quatro e à Alice com quatro. Todos os anos regressamos e ela fica com a Alice de manhã, duas ou três horas por dia. Se há quem recomendamos é esta Ana, que ficou nossa amiga.
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Serra Nevada dá sempre para aquele pulinho na neve.
Se falarmos dos forfaits e hotéis é caro. Se falarmos de apartamentos é péssimo. Se falarmos de pistas tem boas pistas mas falta-lhes a natureza em bruto. Pistas com árvores, dimensão mas, para poucos dias, é perto e tem a Ana.
Não fiquem em casa!
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O nosso lema é ir…

O nosso lema é ir… SEMPRE. Com muito ou pouco. Verbo IR.
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Somos 5 a viajar. Podíamos viajar sozinhos, quero dizer, sem crianças, mas a verdade é que o facto do meu pai me ter proporcionado tantas viagens fora da caixa e a minha mãe ter sempre cedido a enviarem-me para fora, sozinha, desde os 10 anos, para escolas para aprender inglês e francês, no verão. Acabei por ser uma viajante tão apaixonada que não há dia que não olhe para preços de viagens.

Não há como não querer mostrar às minhas filhas que o mundo é a maior escola da vida. Umas portas abertas para a liberdade, para o sonho, para a aventura. Entre os textos que vou escrevendo durante o ano, as reservas, os contactos e os mil e um projectos que invento, acabo sempre por ir, quase todos os dias, ver os preço das viagens.

Às vezes são comboios, dormidas em barcos ou qualquer outra saída possível, urgente, da rotina. Vejo, também, muitas vezes, o preço dos voos sem destino, simulando datas e vendo para onde, no mundo, se viaja mais barato, naquele dia.

VIAJAR COM TRÊS CRIANÇAS
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Tenho recebido algumas mensagens a perguntar como fazemos? Como viajamos com as três crianças? Como fazemos para que seja possível?
Como não é um inferno ? Como se torna viável financeiramente? A Alice viaja desde os 20 dias. Tinha ela 20 dias  e já andava em Marrocos. E nunca mais parámos. A Maria do Mar tinha três meses e já foi tarde! Aos cinco anos, a Alice, hoje, enfrenta 35 horas de escala com um livro na mão de pinturas e brinca horas sozinha mas o início não foi fácil.

Quando a Maria do Mar e o Bernardo se juntaram na mesma casa, tinham quatro anos. Eram ambos filhos únicos e mediam até o tapete do quarto! Com a mesma idade pareciam gémeos mas não eram irmãos e o que hoje são, de tão amigos, e agora sim parecem gémeos, irmãos, têm até o mesmo grupo de amigos, e enfiam-se no quarto um do outro, até às tantas, até chegar aqui …foi um caminho duro!

Muitas vezes questionei se iria aguentar a competição, as guerras em casa, nas viagens, mas… hoje conseguimos rir-nos do inferno que foi e estamos aptos a dizer: não desistam!

Gastamos o dinheiro que temos em viagens e em projectos. E na escola. Já vivemos um bocadinho de mudanças. Já nos atirámos sem rede. Já arriscámos e vamos continuar a arriscar e isto constrói miúdos sem medo.

AS MALAS DE CADA UM …CADA UM CARREGA…

 

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Quando viajamos cada um faz a sua mala. (Até a Alice faz). No fim só vejo se vai viajar sem cuecas ou sem fatos de banho e as malas que cada um leva, cada um carrega. Não há cá mordomias ou bebés.

Passo o ano a dizer: “não comes isso não vais à índia,  ou não vais a um lugar qualquer…“(às vezes não funciona porque a Alice lança um: também não quero ir à india!)” mas a verdade é que as viagens e a liberdade os faz crescer.

Faz saber o que querem e o que não querem. Faz com que tenham opinião. Não temos medo do tempo dos voos, das escalas e como somos 5, para se tornar viável viajar tanto, temos de viajar com escalas mas isto ensina muito e eles sabem por que viajam com escalas.

No ano passado fizemos uma viagem incrível para o Camboja onde passámos o Natal e o fim do ano, 14 dias, com eles, as malas e um mapa.

Desenhámos a viagem de forma a que fosse possível e passaram de hotéis para cabanas na Praia, onde não havia água quente, porque na ilha ainda não havia água quente! Foi uma aprendizagem mas no segundo dia já ninguém se queixava!

A palavra de ordem é Levá-los. Levar à Disney com um ano e meio. Todos diziam que não fazia sentido. Ela foi. A mais velha. E a mais nova. Mais tarde. Também com pouco mais de um ano.

Molda-lhes a forma de estar na vida. Dá-lhes magia e fantasia. Cores. Música. Dá-lhes outros mundos. Dá-lhes integração. Aceitam a diferença. Sabem lidar com ela.
Aos 10 anos a Maria do Mar viajou sozinha. Foi. Ultrapassou os receios. Foi para Londres. “Well done girl”. Aos 11 foi sozinha para o Canadá. Certa do que queria. Um mês sem falar com os pais. Com o CISV. Amou! Foi tão feliz! Fez amigos, do mundo inteiro, com quem ainda hoje fala!

Isto de viajar transforma-os, molda-os. Claro que é mais fácil não irem. Claro que para nós seria muito mais fácil não os levar. Claro que pouparíamos imenso dinheiro mas o dinheiro é mesmo para gastar!

O DINHEIRO É PARA GASTAR!

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E nós juntamos mesmo para gastar. Why not? Para lhes dar experiências. Para vivermos experiências. Para contar a nossa história e partilhar!
Gostamos de sair para longe e para perto. Viajar cá dentro.  O nosso país também é lindo! Autocaravanas, tendas, Barcos, turismos, casas… no fim do mundo, no nosso país.

Vão. E levem-nos. Na verdade estamos a mostrar-lhes que podem fazer tudo o que querem. Com pouco ou muito dinheiro podemos ir. Hoje em dia podem ser o que quiserem. Está tudo à distância de um clic. Podem trabalhar o tempo que querem consoante o dinheiro que querem juntar. Podem ser livres. Nós sentimo-nos muito mais livres hoje. Só espero que isto que queremos passar para eles lhes fique generosamente no adn.
E confiem no instinto. Vão. Atirem-se. Partam à aventura. É mesmo a melhor coisa do mundo! Quando passarem por Grândola ou no alentejo, visitem-nos e escrevam-nos. Venham conhecer-nos!

Camboja. Cá vamos nós pelo Natal

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Estávamos cansados. Precisávamos de férias do turismo mas não queríamos nada clássico. Queríamos um caos com água quente, paisagens deslumbrantes e cultura. Queríamos templos (eu queria:), gastronomia picante e diferente (ah, eles têm de se habituar!). Queríamos ir para o outro lado do mundo mas que não tivéssemos de vender a casa para isso e, claro, queríamos levá-los. Com a abertura da Terra do Sempre deixámos de ter férias no verão e por isso as férias de Natal são tempo de férias grandes para nós!

E que ricas férias! Não é que o Pai Natal também lá vai?

 

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Queríamos cidades e ilha paradisíaca. A Asia tem esta coisa boa de ser barato, come-se lindamente e é tudo acessível. Mais, temos praia com água quente, um paraíso.

Tantas vezes nos perguntam… como fazemos com os miúdos? Os miúdos vão, desde sempre. Nunca deixámos de viajar por causa dos miúdos, o que faz com que estejam bem numa escala de 30 horas, numa embarcação lenta e carregada de galinhas e arroz ou num jacto privado. (Ainda não viajámos de jacto privado:)

Camboja here we go:

Tinhamos duas hipóteses: Lisboa para Siem Reap 700 euros ou Lisboa para Phnom Penh  642 euros. Voámos para Siem Reap para começar a aventura  por Angkor Wat. Património mundial da Unesco com  as magníficas ruínas da arquitetura e civilização Khmer.

Durante todo o período das guerras, até aos anos 90, o Complexo de Angkor foi totalmente abandonado. Em 1992  a UNESCO qualificou o complexo como Patrimônio Mundial da Humanidade e abriu portas para que várias nações iniciassem um trabalho de restauração dos templos e ruínas no Camboja.  20 anos depois tudo mudou e  Angkor Wat é uma das mais importantes atrações turísticas de toda a Ásia.

 

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miudos angkor vat.jpegNão dá para evitar…ou esquecer. Lembram-se o filme de Tomb Raider? aqueles templos engolidos pela natureza? nós estivemos lá!

Ta Prohm  é o nome moderno de um dos templos de Angkor, na Província de Siem Reap, no Camboja. Construído no estilo Bayon no final do século XII e início do século XIII. Onde Lara Croft esteve e gravou as cenas do filme, numa encantada  floresta de ruínas.

Parece mentira existir algo assim. A verdade é que neste caso decidiram manter a natureza em bruto em cima das ruínas. E é assim que vale a pena visitar.

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Não costumamos viajar em excursões. Talvez culpa de ser jornalista. Talvez culpa do meu pai por nuca ter viajado em excursões. Gosto mais de de cruzar caminhos, ir à procura, falar com quem é de cada espaço. Neste caso e mais uma vez seguimos o nosso instinto. Levantámo-nos às 3:30 da manhã para ir ver o nascer do sol em Angkor vat. É imperdível. Entre o caos de centenas de pessoas e a beleza de uma arquitectura cheia de personalidade, é uma lição de história a céu aberto.

Alugámos uma carrinha com guia. Para o dia inteiro. Com ar condicionado. Com temperaturas de 40 graus e três crianças há que jogar pelo seguro.

Pela hora do almoço estavamos na floating village. Vale a pena ir visitar. As casas, a escola, a igreja, o supermercado, o mundo desta gente é sobre a água.

A região central, perto da cidade, chama-se  Old French Quarter, tem uma mistura dos tempos de colónia francesa com  influências chinesas. Se ficar por aqui hospedado fica bem. Perto de pub street, de restaurantes maravilhosos e onde pode andar à noite, mesmo com crianças. Pratos por 4 ou 5 euros, experiências que os miúdos ficam de olhos em bico como ver comer tarântulas ou outras iguarias, vendidas em carrinhos na rua, como os nossos de pipocas e algodão doce.

Nas ruas, por todo o lado, é fazer uma massagem ali mesmo, nas espreguiçadeiras que ganham  vida, nas calçadas antes do cair da noite.  4 euros por 30 minutos de massagem com wi-fi grátis. Há ainda a massagem aos pés com peixes ou pedicure,  tanques onde os peixes fazem a limpeza dos seus pés e pernas. Não quisemos experimentar mas há muitos valentes!

No dia a dia apanhe um tuk tuk, vá aos mercados, passeie-se e perca-se nas ruas. O tuk tuk é a forma mais barata de andar pela cidade.

Quem chega aqui por Phnom Penh ou apanha um voo… ou tem coragem para  enfrentar de 7h a 8h de autocarro. Capitol Tours e Mekong Express são as empresas mais recomendadas.

Nós fizemos diferente. Daqui partimos para as ilhas. Autocarro de 7/8 horas com wifi para  Sihanoukville e depois barco para a Ilha Koh Rong. Que paraíso!!!os miúdos foram a tentar descobrir para onde iamos e durante 7/8 horas quase não se ouviram.

Em vez do barco de meia hora que avariou apanhámos o slow boat. Duas horas entre galinhas, sacas de arroz e tudo o que pode ser necessário numa ilha, ou seja, nós o barco e tudo o resto, por todo o lado. Digamos que ganhámos, nessas duas horas, uma experiência para a vida, debaixo de uma chuva torrencial. Chegámos com o por-do-sol. O que vimos deixou-nos estupefactos. A ilha tem uma beleza incrível. A água azul, uma baía tão linda que mais parecia um postal que nos chega do primo, abastado, que passa o ano a viajar.

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Foi através do Koh Rong Dive Center que alugámos os bungalows em frente ao mar. 55 dolares por noite para todos.  White Beach Bungalows Resort. São também donos das Tree Houses mas estava cheio. A melhor ponta da enseada da praia é esta. O mais bonito. Best spot in town. Longe da confusão do cais, dos jantares e de quem quer fazer a festa, mesmo no sítio certo para quem quer fazer bonito e apaixonar-se pela imensidão de um mar que nos enfeitiça. 

mar camboja

Não esquecer:

Não levar malas de rodas!!! Só mochilas! Não há estradas, só há areia! Podem imaginar o que passámos? Já tinha lido, sim …mas fingi que não queria saber. Quando cheguei a realidade era essa. Andar dois km pela areia, ao cair da noite, com 5 malas de rodas! Escapámos a este trabalho penoso com a ajuda de um rapaz com quem me cruzei na praia. Ele e o seu carro de rodas…carregaram as malas, com a ajuda de todos. Foi duro. Impossível tarefa para o Pedro que estava preparado para levar, uma a uma, em ombros, as nossas bagagens, até chegar ao hotel. Tinhamos chegado ao paraíso…e foi aqui que passámos o Natal.

 

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Bungallow de frente para o mar. Que luxo. Sem água quente!

Ouviram bem. Sem água quente. Foi só no primeiro dia que estranhámos:) na verdade, toda a ilha não tinha água quente. São os pequenos contratempos que pagamos por querer ser felizes. Restaurante com os pés na água, cabanas, paz. Comida maravilhosa e para quem não gosta de comida tradicional, há sempre pizzas e outras opções, mas por todo o lado, os churrascos na praia, o peixe ali a grelhar ao cair da noite, as velas, as tochas, as espreguiçadeiras e os deuses a sorrir para nós. Tinhamos mesmo chegado às férias!

 

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Aqui ficámos 5 noites. Ficaríamos muitas mais. Não fosse a escola começar em Janeiro..por isso e depois de muito snorkeling, passeios na praia, tempo para ler e respirar, foi tempo de partir para longe. De avião para Sen Monoron.

Centro de recuperação de elefantes

Um fim do mundo na fronteira com o Vietnam. É onde está uma das reservas para elefantes que em tempos trabalharam. Um projecto para os elefantes que foram maltratados ou que estavam a ficar velhotes. Um santuário onde estes animais são recuperados. Aqui não se pode montar elefantes. Pode-se viver com eles, conhecer a dinâmica e dar-lhes banho, se eles quiserem. Fazer perguntas aos seus mahouds, quem os melhor conhece e quem lá está todos os dias para os guiar.

Há que respeitar a natureza e dar espaço para ver a vida acontecer. Custa cerca de 50 euros por dia…

 

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Existe o Mondulkiri project e o Elephant valley project.

É ler, informarem-se e escolher. Nós visitámos o Mondulkiri, com o Mr Tree. Cerca de 50 euros por pessoa o dia todo com almoço. (versão bem mais em conta do que o outro projecto. Os miúdos pagam menos. Se pudesse voltar atrás não tinha ficado nas cabanas do projecto. Incríveis mas com demasiados espaços abertos na madeira, no meio da floresta e a alerta constante para não deixarmos comida nas mochilas por causa dos ratos!!!) – se há animal que não tolero é este.-

Foram duas noites praticamente em branco. Era fim do ano, estava tudo esgotado, não era possível outra opção! O meu marido gozava-me e eu aguentei-me não sei como.

Quanto à experiência vale a pena a distância. Longe mas longe, umas 10 horas de carro, desde Siem Reap,  que fizemos num taxi alugado, com 4 lugares para 5, mesmo depois de vários emails a explicar que queríamos um carro para 7. Não vale a pena enervarem-se.  A Maioria não fala inglês. Dizem “yes” e “no” e “se não queres ir no carro não vás!”:) Nós fomos!

 

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São kmS a pé, na floresta. A Alice tinha 4 anos e não era possível andar o dia todo mas a manhã passou num instante e ela nunca se queixou nem pediu colo. As 20 bananas que tinha levado desapareceram em 20 segundos. O cacho completo foi sorvido num ápice.

Uma maravilha entre o zoo porque se vêm animais e o safari porque não existem grades e eles estão em liberdade só que melhor porque somos todos livres desde que os respeitemos. Os elefantes não são tão grandes como os africanos  mas nunca nos sentimos inseguros.

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Dormimos aqui duas noites, celebrámos o novo ano num local onde ninguém celebra. Acordámos em 2017 no meio da selva e daqui estava na hora de regressar, não sem antes parar na capital. O regresso foi de autocarro, (cerca de 50 euros para todos) com espaço e com hora marcada, chegámos a Phnom Penh  ao final do dia, a tempo de passear, ir a um mercado e jantar fora.

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Em poucas palavras, o Khmer Rouge (Khmer Vermelho) foi o partido comunista no poder entre 1975 e 1979, liderado por Pol Pot, o governante genocida que determinou que o Camboja deveria ser um país autossuficiente.

Para isso, instituíram uma reforma agrária que levou a nação à fome. Cortaram serviços médicos, levando milhares à morte por doenças simples ou que tinham cura. Torturas e execuções de forma totalmente arbitrária.

É uma cidade maravilhosamente caótica. Cheguei a dizer que lá vivia um ano, em boa hora o Pedro concordou. Antes dois malucos do que um!

Desorganizada, caótica, de uma beleza inexplicável. Há muita pobreza, muitas crianças a pé,  descalços,  a ir ao lixo. Um murro no estômago nos nossos miúdos que chegaram a exteriorizar a sorte que tinham em ter nascido onde nasceram.

É ir a um espectáculo sobre as danças e costumes do país e não falhar o museu da guerra, onde os guias são ex-combatentes, na maioria amputados devido às minas, mas com historias incríveis que nos levam a uma aula de história como nunca terão na escola.

The war museum ou o museu da guerra: tanques, aviões de guerra, Kalashnikov, guias que estiveram lá para contar…a experiência é brutal e inesquecível. Nunca através dos livros terão esta noção real de como tudo aconteceu.

 

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E…

Por entre as estradas…e os caminhos…há sempre histórias para viver e contar.

Por ex. esta macaca grávida arrancou das mãos da Alice uma garrafa de água! A Alice ainda lutou com ela e tentou não largar mas acabou por deixar ir perante os nossos pedidos. A macaca furou a garrafa com os dentes e bebeu água. Que maravilha!

 

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Onde queríamos ter ido e não fomos porque viajávamos com os miúdos:

Os Killing Fields de Choeung Ek e a Prisão S-21

Dá um nó na garganta só de imaginar este lugar. Mergulhar na história do Camboja é mesmo de deixar o coração apertado.

Os Killing Fields eram originalmente um cemitério chinês, até ser transformado num campo de extermínio na época do Khmer Vermelho.

É pedir  um áudio guia logo na entrada. A entrada custa menos de 5 euros.

Com crianças ou pessoas demasiado sensíveis escolham  outros programas. E não faltam!